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quinta-feira, 19 de julho de 2018

EZEQUIEL DEZESSEIS

Filho do homem me escuta e vai além
E profetiza contra a Jerusalém
Leva consigo minha ira e meu furor
Fala pra ela que assim diz o Senhor:

Vieste tu da terra dos cananeus
Tua mãe era Heteia e teu pai era Amorreu
Foste enojada desde o dia em que nasceu
Lançada fora e ninguém te acolheu...

Não tinha veste pra cobrir o corpo teu
Agonizava e quem cuidou de ti foi eu

REFRÃO
Eu te acolhi
Eu te cuidei
Firmei um pacto
Para que tu fosses minha
Eu te vesti
Te adornei
Te coroei
E te fiz minha rainha!

Porém crescestes se tornou bela e formosa
E dentre o povos a tua fama cresceu
Encantadora, imponente e orgulhosa
Se corromperdes e de mim se esqueceu

Subiu a extremo e chegaste à realeza
Graças a mim o mundo te admirou
Incomparável, pois era sua beleza
Era perfeita cheia de graça esplendor

Mas não lembraste que na tua mocidade
Fostes jogada e no teu sangue jazias
E submersa na tua infidelidade
Findaste o pacto que entre nós dois havia

Dava-se aqueles a quem por ali passava
Não se fartava vil era o extinto teu
O meu azeite e meu incenso tu usava
e perfumava a todos que você se deu

REFRÃO
Eu te acolhi
Eu te cuidei
Firmei um pacto
Para que tu fosses minha
Eu te vesti
Te adornei
Te coroei
E te fiz minha rainha!

Como uma adúltera tu não se valorizava
Nenhuma paga se quer nunca se recebeu
Além de tudo tu quem o agraciava
Presenteava com a prata e o ouro meu

Menos que tu, fez Sodoma e Samaria
As superastes com teus atos abomináveis
Em tua câmara a qualquer um recebia
Mulher profana de desejos insaciáveis

Tuas irmãs tu receberá de volta
E contra elas não contestarás mais nada
pelo papel digno de uma meretriz
Diante delas ficará envergonhada

REFRÃO
Eu te acolhi
Eu te cuidei
Firmei um pacto
Para que tu fosses minha
Eu te vesti
Te adornei
Te coroei
E te fiz minha rainha!

De grande monta tua prostituição
Tal qual maldade tu tens no coração
Pegou os filhos e filhas que me gerastes
E pela chama do fogo os sacrificastes

Serás punida por quem tu és odiada
Dentre outros as filhas dos filisteus
Destruirão tuas câmaras / abobadadas
E tomarão todos os pertences teus

Não farás uso mais das tuas jóias belas
Tão pouco imagem que se depravou com elas
Teus inimigos verão a tua nudez
Somente assim pagará o que me fez

Daí então é que me aquietarei
E contra ti não vou mais me indignar
Os meus ciúmes de te eu desviarei
e finalmente volto a te perdoar

Após cumpri-se todas as coisas que eu digo
Um novo pacto eu volto a firmar contigo
E pra sempre se envergonhe dos atos seus
Boca fechada diz assim o Senhor Deus

REFRÃO
Eu te acolhi
Eu te cuidei
Firmei um pacto
Para que tu fosses minha
Eu te vesti
Te adornei
Te coroei
E te fiz minha rainha!

Autor: Conrado Aragão

Parcialmente concluído em 21/02/2018

Deus Proverá!!!

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