sábado, 11 de abril de 2026

ATIVIDADE 7 - FONTES DE ENERGIA - 2° ANO ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 7
Objeto de Aprendizagem: Fontes de Energia.
Habilidades da BNCC: EM13CHS101 / EM13CHS202 / EM13CHS301 / EM13CHS401 / EM13CHS501
Habilidades do ENEM: CH1 / CH3 / CH4 / CH5 / CH6 / CN5 / CN7

ENERGIA E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: TRANSFORMAÇÕES E DESAFIOS

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII na Inglaterra, marcou uma profunda mudança nas fontes energéticas utilizadas pela humanidade. Antes desse período, a lenha era a principal fonte de energia, usada para aquecer e cozinhar. Com o avanço das fábricas e das máquinas, o carvão mineral passou a ser a base da produção, alimentando locomotivas, siderúrgicas e indústrias. Esse processo transformou não apenas a economia, mas também a organização das cidades e o modo de vida das pessoas, dando início a uma era de intensa urbanização e crescimento populacional.

No século XX, o petróleo tornou-se a principal fonte energética mundial, impulsionando o setor de transportes e a indústria petroquímica. Países como Arábia Saudita e Rússia se destacaram como grandes produtores, enquanto Estados Unidos e China se tornaram grandes consumidores. Para organizar o mercado, foi criada a Opep, Organização dos Países Exportadores de Petróleo, que busca controlar a produção e estabilizar os preços internacionais. Essa dependência do petróleo trouxe benefícios econômicos, mas também desafios ambientais, como a emissão de gases poluentes e o aquecimento global.

Além do petróleo e do carvão, outras fontes energéticas ganharam espaço. A energia nuclear, por exemplo, surgiu como alternativa estratégica, oferecendo grande capacidade de geração elétrica. No entanto, apresenta riscos de acidentes e resíduos radioativos. Já as fontes renováveis, como a energia solar, eólica e hidrelétrica, vêm sendo cada vez mais utilizadas, especialmente em países que buscam reduzir a dependência de combustíveis fósseis. No Brasil, a matriz energética é composta principalmente por fontes renováveis, com destaque para a energia hidrelétrica, embora o país ainda consuma petróleo e gás natural.

A queima do carvão mineral, ainda presente em várias regiões do mundo, gera sérios impactos ambientais, como poluição atmosférica e chuva ácida. Por isso, muitos países têm buscado alternativas mais limpas. No Brasil, o carvão mineral é pouco abundante e de baixa qualidade, o que obriga o país a importar grande parte do que consome. Essa dependência mostra como a geografia dos recursos naturais influencia diretamente a economia e a política energética de cada nação.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) desempenha papel fundamental na regulação do setor energético brasileiro, fiscalizando a produção, distribuição e comercialização de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Essa atuação garante maior segurança e transparência no mercado. Ao mesmo tempo, programas como o nuclear brasileiro recebem críticas relacionadas ao alto custo, aos riscos ambientais e à falta de investimentos em fontes renováveis mais seguras e sustentáveis.

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As fontes de energia podem ser classificadas em primárias, como petróleo e carvão, que são extraídas diretamente da natureza; secundárias, como a eletricidade, que resulta da transformação das primárias; renováveis, como solar e eólica, que se regeneram naturalmente; e não renováveis, como petróleo e carvão, que são finitos. Essa classificação ajuda a compreender os desafios da matriz energética mundial e a necessidade de diversificação para garantir segurança e sustentabilidade.

O panorama atual mostra que países desenvolvidos e emergentes enfrentam dilemas energéticos. Enquanto alguns ainda dependem fortemente de fontes não renováveis, outros investem em alternativas limpas. A transição energética é um dos maiores desafios do século XXI, pois envolve não apenas tecnologia, mas também políticas públicas e mudanças de comportamento da sociedade. A busca por soluções sustentáveis é urgente diante das consequências ambientais e sociais do modelo energético atual.

Fonte: Agência Internacional de Energia (IEA).

 

1- Explique as transformações ocorridas nas principais fontes energéticas mundiais relacionadas à Revolução Industrial.

2- Defina os seguintes tipos de fontes de energia e dê exemplos: primária; secundária; renováveis; não renováveis.

3- Cite dois países que são grandes produtores e dois países que são grandes consumidores de petróleo.

4- O que é a Opep? Quais são seus objetivos?

5-Quais são as consequências ambientais resultantes da queima do carvão mineral?

6- Cite as vantagens e desvantagens da utilização da energia nuclear.

7- No Brasil, quais são as fontes de energia mais consumidas? Elas são renováveis ou não renováveis?

8- Qual é a função da Agência Nacional do Petróleo (ANP)?

9- Por que o Brasil necessita importar grande parte do carvão mineral que consome?

10- Quais são as principais críticas relaciona- das ao programa nuclear brasileiro? Registre sua opinião sobre esse assunto.


11- Observe o gráfico presente no texto e responda às questões.

a) O gráfico acima apresenta a matriz energética de alguns países de importante representatividade econômica no mundo. Sabendo disso, verifique de qual tipo de energia cada um deles tem maior dependência.

b) Quais são os países que consomem mais energia renovável? 

c) Em relação às fontes de energia renováveis e não renováveis que compõem a matriz energética desses países, qual é a proporção dessas fontes nos países apresenta- dos? A quais conclusões podemos chegar em relação a esse panorama?

 

12- Leia e interprete o texto a seguir.

É possível viver sem petróleo?

Diante da escassez anunciada, dos preços em alta e da ameaça do aquecimento global, o mundo se prepara para reduzir o uso de uma de suas principais fontes de energia: o petróleo. Produtoras e distribuidoras investem pesadamente em opções alternativas. Montadoras testam novas tecnologias para mover carros e caminhões. Mas a tarefa é quase impossível. Apesar disso, o país começa a fazer a sua lição de casa e aprende a depender um pouco menos desse tipo de combustível. É o que ocorre, por exemplo, em Betim, município mineiro conhecido como polo da indústria automobilística e petroquímica. À cidade é modelo nacional no uso de energias limpas. |..] Significa que a cidade não apenas utiliza fontes alternativas de energia, mas também se preocupa em racionalizar o uso dos combustíveis fósseis e da eletricidade. Na residência da manicure Maria Geralda da Conceição, por exemplo, a água do chuveiro é aquecida por painéis solares. A cidade tem quase 1,7 mil equipamentos desse tipo instalados em casas populares. Lâmpadas a vapor de sódio, mais eficientes e econômicas, substituem as de mercúrio na iluminação pública. Leis municipais obrigam o uso de veículos oficiais do tipo flex (gasolina e álcool) e a frota de ônibus é movida a biodiesel, que contém um percentual de 2% de fonte energética renovável. L) Em regiões bem mais pobres que Betim, a preocupação é outra, mas a necessidade de procurar fontes alternativas de energia também está presente. É o que ocorre em Riacho do Cipó, situado em Jeremoabo, no Raso da Catarina, Bahia. Ali, a energia que recentemente passou a clarear a vida da população não provém da hidrelétrica Paulo Afonso, distante 160 km do povoado. Ela advém do Sol que castiga esse pedaço da caatinga. Painéis solares, instalados pelo Programa Luz para Todos, do governo federal, permitem que os moradores assistam TV com antena parabólica. O consumo de fontes alternativas, no entanto, ainda é limitado.

a) Você já refletiu sobre como o petróleo está presente em seu dia a dia? Anote alguns exemplos.

b) O texto apresenta avanços em relação à substituição do petróleo por outras fontes de energia. Quais são eles?

c) Os movimentos para eliminar a total dependência do petróleo passam tanto pelo poder público quanto pela atitude de cada cidadão. Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta. 

d) Trocar uma lâmpada incandescente por uma lâmpada econômica é apenas uma atitude individual de economia ou há uma consequência coletiva por trás desse ato? Explique sua resposta.

e) Nesse texto podemos notar que, em nosso país, existem grandes disparidades em relação à disponibilidade de fontes alternativas de energia. Descreva essas disparidades.

f) Faça uma pesquisa de campo investigando se em seu município algumas medidas, como os exemplos mostrados no texto, são realizadas. Traga o resultado para a sala e realize um debate com os colegas sobre as informações coletadas por todos. Finalizem o debate elaborando um texto coletivo com argumentos que, por meio de uma carta, poderão ser dirigidos às autoridades fazendo reivindicações ou parabenizando pela gestão energética, de acordo com os resultados encontrados.


GABARITO

1. Com a Revolução Industrial, novas máquinas e equipamentos foram introduzidos ao sistema produtivo, o que ampliou significativamente a demanda por energia. Até então, a principal fonte de energia era o carvão. No final do século XIX e início do século XX, com a invenção do motor a explosão, o petróleo e seus derivados (óleo diesel, gasolina, querosene) se tornaram a principal fonte de energia do mundo.

2. Fontes primárias de energia são aquelas utiliza- das na forma em que são encontradas na natureza, como a lenha. Fontes secundárias são as que necessitam de tratamento ou processamento para a sua produção, como ocorre com a gasolina é o óleo diesel, obtidos a partir do refino do petróleo. Fontes de energia renováveis são aquelas em que utilizam recursos renováveis em sua produção, como a energia hidrelétrica. Fontes de energia não renováveis são aquelas em que utilizam recursos não renováveis em sua Produção, como a energia obtida por meio da queima de carvão e derivados do petróleo.

3. Possível resposta: Grandes produtores: Arábia Saudita, Rússia. Grandes consumidores: Estados Unidos, China.

4. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) foi criada para conter o avanço e diminuir a dependência de petróleo em relação ao oligopólio das sete irmãs. Formada por doze países-membros, a Opep passou a defender o interesse desses países por meio de decisões políticas e econômicas, interferindo de forma direta nos preços no mercado internacional. À medida que o consumo desse recurso aumentava e a economia mundial se tomava cada vez mais dependente do petróleo desses países, a Opep e fortaleceu política e economicamente no cenário mundial.

5. Ao ser queimado, o carvão libera grande quantidade de gases poluentes e fuligem, como monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO, e óxidos sulfúricos (SO2). Esses gases contribuem para o agravamento de inúmeros problemas ambientais, entre eles, o efeito estufa e a chuva ácida.

6. Vantagens: diminui a dependência do petróleo; permite a geração de energia elétrica em países que não dispõem de recursos hídricos para a construção de hidrelétricas ou reservas de combustíveis fósseis. Desvantagens: elevado custo de construção e manutenção, graves riscos de acidentes nucleares e contaminação ambiental pelo descarte de materiais radioativos.

7. Petróleo e derivados (não renováveis), biomassa da cana (renovável), hidrelétrica (renovável) e gás natural (não renovável).

8. Fundada em 1997 e ligada ao Ministério de Minas e. Energia, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) tem à função de regular, contratar e fiscalizar as atividades ligadas ao petróleo e ao gás natural no país.

9. Porque o carvão explorado nas reservas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina é de baixa qualidade. Com elevado teor de enxofre e pequeno poder calorífico, sua exploração se torna economicamente viável apenas para o consumo metalúrgico e energético (usinas termelétricas) locais.

10. As principais críticas se referem ao elevado custo de instalação e ao atraso para sua conclusão, do risco iminente de acidente nuclear o de contaminação ambiental. Resposta pessoal.

11. a) Estados Unidos: petróleo; China: carvão; França: nuclear; Alemanha: petróleo; Rússia: gás natural; Suécia: petróleo e hidrelétrica; Reino Unido: petróleo e gás; Brasil: petróleo e hidrelétrica.

b) França, Suécia e Brasil.

c) Dos países apresentados, exceto a Suécia e o Brasil, mais de 80% da matriz está baseada em fontes não renováveis. Isso permite perceber que há um grande desafio a ser enfrentado para que as fontes de energia renováveis venham ocupar papel de destaque na matriz energética, principalmente, dos países do mundo que mais consomem energia.

12. a) Resposta pessoal. Possíveis respostas: O combustível e pneus dos meios de transporte (ônibus, automóvel, motocicleta), o plástico de vários objetos, os tecidos sintéticos, produtos de limpeza etc.

b) Além da preocupação com a utilização racional da energia, há investimentos e testes para o desenvolvimento de novas fontes alternativas como a solar e o uso de biocombustíveis.

c) Resposta pessoal.

d) É um ato individual que tem consequência coletiva, em que há a preocupação em racionar uso de energia e das matérias-primas com que esses produtos são fabricados.

e) Enquanto existem locais em que as pessoas utilizam a energia elétrica oriunda das hidrelétricas, do petróleo e até dos painéis solares, em outros há pessoas que ainda dependem do carvão para passar a roupa e de botijão de gás para manter uma geladeira funcionando. Além disso, há lugares onde a iluminação provêm dos candeeiros a querosene e a água é bombeada pela força de geradores a diesel.

f) Resposta pessoal.

ATIVIDADE 9 - ASPECTOS GERAIS DO CONTINENTE EUROPEU II - 9° ANO ENSINO FUNDAMENTAL

ATIVIDADE 9
Objeto de Aprendizagem: Aspectos Gerais do Continente Europeu II
Habilidades da BNCC: EF09GE01 / EF09GE02 / EF09GE03 / EF09GE04 / EF09GE05 / EF09GE06 / EF09GE07 / EF09GE08 / EF09GE09 / EF09GE10 / EF09GE11 / EF09GE13


EUROPA

A Europa é um continente que pode ser regionalizado em dois grandes grupos de países: a Europa Ocidental e a Europa Oriental. Essa divisão não se limita apenas a critérios geográficos, mas também reflete aspectos históricos, culturais, políticos e econômicos. A porção ocidental é marcada por maior desenvolvimento econômico, forte industrialização, integração política e cultural, além de ter sido, durante a Guerra Fria, parte do bloco capitalista liderado pelos Estados Unidos. Já a Europa Oriental, por sua vez, esteve sob influência da União Soviética, integrando o bloco socialista, o que resultou em diferentes trajetórias políticas e econômicas ao longo do século XX. 

 


Os limites territoriais da Europa, assim como os de outros continentes, nunca foram estáveis ao longo da história. Guerras, tratados e processos de independência modificaram constantemente as fronteiras. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, redesenharam o mapa europeu, criando novos países e extinguindo outros. A Guerra Fria também reforçou divisões, estabelecendo fronteiras ideológicas que separavam o Ocidente do Oriente. 

Entre os conflitos que mais influenciaram a configuração territorial da Europa no século XX, destacam-se as duas guerras mundiais e os embates da Guerra Fria. Mais recentemente, mudanças significativas ocorreram com a fragmentação da União Soviética, da Iugoslávia e da Tchecoslováquia. No caso da ex-Iugoslávia, fatores como rivalidades étnicas, religiosas e políticas desencadearam conflitos violentos no final da década de 1980, resultando na formação de novos países independentes. Já a Tchecoslováquia se dividiu pacificamente em 1991, dando origem à República Tcheca e à Eslováquia, motivada por diferenças culturais e econômicas entre suas regiões. 

A colonização europeia entre os séculos XVI e XX também deixou marcas profundas na regionalização mundial. O domínio europeu contribuiu para a consolidação da ideia de Ocidente e Oriente, associando o Ocidente às nações colonizadoras e seus territórios de influência, como América, Austrália e parte da África, enquanto o Oriente ficou ligado às culturas asiáticas e do Oriente Médio. O mundo ocidental passou a ser caracterizado pelo predomínio do Cristianismo, pela industrialização e pela difusão de valores culturais europeus e estadunidenses. Já no século XXI, essa divisão tornou-se mais complexa, pois a globalização e os fluxos migratórios aproximaram culturas, diminuindo diferenças e tornando mais difícil delimitar fronteiras culturais rígidas. 

No século XIX, como mostra o texto de Cynthia Stokes Brown, as potências europeias colonizaram territórios motivadas pela busca de riquezas, expansão de mercados e pela crença em uma suposta superioridade racial. Essa ideologia foi usada como justificativa para a conquista de novas terras, reforçando a visão de que os povos europeus eram naturalmente superiores. Essa lógica se conecta diretamente à divisão entre Ocidente e Oriente, já que o Ocidente foi visto como centro de poder e progresso, enquanto o Oriente foi retratado como exótico e inferior. 

Em síntese, a Europa é um continente cuja história é marcada por constantes transformações territoriais e culturais. A regionalização em Ocidente e Oriente, os conflitos do século XX e os processos de colonização moldaram não apenas suas fronteiras, mas também sua influência sobre o mundo. Hoje, em um cenário globalizado, essas divisões ainda existem, mas são cada vez mais permeadas por integração cultural e econômica. 

 

1- A Europa pode ser regionalizada em dois grupos de países. Identifique e descreva os principais aspectos que caracterizam cada um desses grupos. 

2- A Europa Ocidental compreende a porção da Europa que, durante a Guerra Fria, englobou os países que integravam qual bloco geopolítico? E a Europa Oriental? 

3- Podemos afirmar que, no decorrer da história, os limites territoriais dos países do mundo sempre foram estáveis? No caderno, justifique sua resposta com exemplos que podem ser encontrados nos mapas das páginas 18 a 21. 

4- Cite quais conflitos ou embates geopolíticos ocorridos no século XX tiveram mais influência sobre a configuração dos limites territoriais entre os países da Europa. 

5- Em relação à Europa, cite quais são as mudanças territoriais mais recentes no que se refere à configuração de países. 

6- Que fatores estão entre os principais responsáveis por desencadear conflitos territoriais na ex-Iugoslávia, no final da década de 1980? 

7- Quais países se formaram após a fragmentação da antiga Tchecoslováquia, em 1991? Qual a principal causa desse acontecimento?

8- Observe o mapa da colonização europeia e responda:

 


a) O mapa apresenta as áreas de colonização europeia, entre os séculos XVI e XX. Como esse domínio influenciou na regionalização do mundo em Ocidente e Oriente? 

b) Descreva as principais características do mundo ocidental e indique quais são os fatores responsáveis pelos aspectos culturais comuns entre as nações agrupadas nessa classificação.  

c) De que maneira a divisão entre mundo ocidental e mundo oriental tem se caracterizado no século XXI?

9- Leia os textos para responder às questões propostas.

Texto 1

[...] Na metade do século XIX, muitos europeus e americanos consideravam sua dominância no mundo como prova de superioridade biológica inata, não como indicação de vantagem cultural, tecnológica ou geográfica. França, Grã-Bretanha, Alemanha, Portugal, Bélgica e Estados Unidos usaram essa ideologia racial para justificar a conquista de novos territórios coloniais. [...] BROWN, Cynthia Stokes. Grande história: do big bang aos dias de hoje. Tradução: Vitor Paolozzi. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010. p. 321. 

Texto 2

[...] A Europa começou o século [XX] dominando e acabou em segundo lugar. Os vastos impérios ultramarinos cujos governos estavam na Europa Ocidental foram extintos ou continuaram apenas em poucas ilhas distantes, mantidas como curiosidades ou ornamentos. Do desaparecimento desses impérios emergiram várias nações independentes, sobretudo na África e na Ásia, mas muitas delas não sabiam o que fazer com sua independência. No início do século, os Estados Unidos sairiam cautelosamente de seu prolongado isolamento; no fim, prevaleciam como a única superpotência. [...] BLAINEI, Geofrey. Uma breve história do século XX. Curitiba: Fundamento, 2010. p. 305-306.

a) De acordo com o texto I, quais foram as principais causas que levaram potências europeias a colonizar territórios no século XIX? 

b) No século XIX era comum a definição de raças, principalmente na Europa. De acordo com o texto I, de que forma as nações da Europa utilizavam a ideologia racial? 

c) Relacione o conteúdo do texto I com a divisão entre mundo ocidental e mundo oriental apresentada nas páginas 16 e 17.


GABARITO

1ª QUESTÃO

A Europa pode ser regionalizada em Ocidental e Oriental. A Europa Ocidental compreende os países de economia desenvolvida e altamente industrializada, e a Europa oriental agrupa os países com economia menos desenvolvida, representados, sobretudo, por nações ex-socialistas.

2ª QUESTÃO

Integrava o bloco dos países capitalistas, sob a influência dos Estados Unidos. A Europa Oriental, por sua vez, englobava as nações socialistas com a influência da URSS.

3ª QUESTÃO

3. Ao longo da história, as fronteiras e os territórios nacionais passaram por várias mudanças. Elas ocorreram, por exemplo, em razão da ampliação do território de um país, em virtude da anexação de novas áreas, do desaparecimento de um país ou, então, por causa da criação de um novo Estado.

4ª QUESTÃO

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a Guerra Fria.

5ª QUESTÃO

A dissolução e a fragmentação da União Soviética, assim como de vários países sob sua influência no cenário internacional.

6ª QUESTÃO

Entre os principais fatores estão os interesses políticos e os sentimentos nacionalistas das diversas nações que compunham a região dos Bálcãs.

7ª QUESTÃO

A República Tcheca e a Eslováquia, em decorrência do enfraquecimento da União Soviética.

8ª QUESTÃO

A) Para justificar o processo colonial, muitos europeus compartilhavam uma visão de mundo na qual o continente e seus povos eram naturalmente superiores, o que ajudou a consolidar a disseminação de sua cultura e de seus hábitos nas áreas colonizadas. Desse modo, vastas regiões do mundo passaram a ter características culturais que, agrupadas, delimitam o Oriente e o Ocidente.

B) Predominância do Cristianismo, forte influência das culturas europeia e estadunidense.

C) Atualmente, essa divisão tem tido como principal motivo a religião, sobretudo no caso da oposição entre Cristianismo e Islamismo e a atuação de alguns grupos extremistas que se identificam como “inimigos do Ocidente”.

9ª QUESTÃO

A) Europeus e americanos consideravam sua dominância no mundo prova de superioridade biológica.

B) Para justificar a dominação, no sentido de que, sendo nações superiores, sua dominação das diferentes áreas colonizadas seria um benefício às nações conquistadas.

C) Em razão do colonialismo e da ideia de superioridade criada pelas potências europeias, o Oriente passou a ser visto como um mundo de culturas inferiores e exóticas, em um contexto que buscava justificar a exploração colonial.

ATIVIDADE 8 - TERRITÓRIOS, CULTURAS E RELIGIÕES NO MUNDO - 8° ANO ENSINO FUNDAMENTAL

ATIVIDADE 8
Objeto de Aprendizagem: Territórios, Culturas e Religiões no Mundo.
Competências da BNCC: EF08GE01 / EF08GE05 / EF08GE06
 

CONTINENTES E OCEANOS

Quando observamos o planeta Terra, percebemos que sua superfície é formada por áreas emersas e submersas. As áreas emersas correspondem aos continentes e ilhas, que ocupam menos de um terço da superfície total. Já as áreas submersas, recobertas por mares e oceanos, representam a maior parte do planeta. Essa divisão é fundamental para entendermos como os seres humanos se distribuem pelo espaço e como os recursos naturais estão disponíveis em diferentes regiões. A organização da superfície terrestre influencia diretamente a vida das pessoas, desde o clima até as atividades econômicas.



 Os continentes são seis: América, África, Ásia, Europa, Oceania e Antártida. Cada um deles possui características próprias, como extensão territorial, população e diversidade cultural. A Ásia, por exemplo, é o maior continente em área e também o mais populoso, abrigando países como China e Índia. Já a Antártida é o continente menos habitado, com presença restrita a pesquisadores. Essa diversidade mostra como os continentes desempenham papéis diferentes na dinâmica mundial, seja na economia, na política ou na cultura.

Os oceanos, por sua vez, são cinco: Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial Ártico e Glacial Antártico. O Oceano Pacífico é o maior de todos, ocupando quase um terço da superfície terrestre, enquanto o Atlântico é o segundo em extensão e tem grande importância histórica por ter sido rota das grandes navegações. Os oceanos são essenciais para o equilíbrio ambiental, pois regulam o clima, fornecem alimentos e permitem o transporte marítimo, que conecta diferentes partes do mundo. Além disso, são espaços estratégicos para a economia global, já que concentram rotas comerciais e recursos naturais.

Compreender a distribuição dos continentes e oceanos é essencial para estudar a Geografia. Essa organização ajuda a explicar a diversidade populacional, cultural e econômica do planeta. Ao analisar mapas e gráficos, percebemos como a Terra é marcada por contrastes: áreas densamente povoadas, como a Ásia, convivem com regiões quase desabitadas, como a Antártida. Da mesma forma, oceanos imensos influenciam diretamente o clima e a vida nos continentes.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


1- Observe a imagem.

 

O mundo em que vivemos é formado por uma imensa quantidade de povos com suas respectivas culturas. Diariamente, observamos nos noticiários dos telejornais que em alguns países ou regiões do mundo a convivência entre os povos ocorre de maneira conflituosa, embora na maioria das vezes seja pacífica. Exemplo disso, foram os protestos pela libertação do Tibete, ocorrido em Londres. Os tibetanos tiveram seu território ocupado militar mente pela China desde a década de 1950 e até os dias atuais reivindicam sua libertação usando a mensagem “Tibete livre”.

 

FONTE: TORREZANI, Neiva Camargo. Vontade de saber: Geografia: 8º ano: ensino fundamental: anos finais. São Paulo: Quinteto Editorial, 2018. ISBN 978-85-8392-159-2.

 

a)    Conte para os colegas o que você sabe sobre o domínio do Tibete pela China.

b)   Em 1949, Pablo Picasso produziu a tela Pomba da Paz. Caso você desejasse criar um símbolo para representar a paz no mundo, qual seria? Faça um desenho e mostre para seus colegas.

 

c)    Você sabe o que são grupos separatistas? Já soube de notícias a respeito das ações praticadas por esses grupos e o que eles reivindicam? Comente.

 

2- A superfície terrestre é formada por áreas emersas, compostas pelos continentes e ilhas, e por áreas submersas, recobertas por mares e oceanos. Atualmente, as áreas emersas ocupam menos de um terço de toda a superfície do planeta, sendo divididas em seis grandes continentes. Cite-os.

 

3- As áreas submersas ocupam a maior parte da superfície terrestre e são divididas em cinco grandes oceanos. Cite-os.


4- Observe o mapa-múndi do texto 1 e responda:

a)    Qual o maior oceano da Terra?

 

b)   Qual o maior continente da Terra?


Texto 2.

 POVOS E FRONTEIRAS: COMO O MUNDO SE ORGANIZA

Para entender essa diversidade cultural no globo e as formas de distribuição da população é importante diferenciar os povos e as culturas. O conceito de povo está definido pelo conjunto de pessoas que compartilham uma origem ou identidade comum, enquanto cultura corresponde às manifestações desse povo, como língua, religião, costumes e tradições. Além disso, conceitos como identidade cultural, país, território, nação e Estado explicam a organização política do mundo.

Já a identidade cultural refere-se às características que diferenciam um grupo. País é uma unidade política reconhecida internacionalmente; território é o espaço delimitado por fronteiras; nação é o conjunto de pessoas com identidade comum; e Estado é a organização política que exerce poder sobre um território.

As fronteiras, por sua vez, são linhas que delimitam os territórios dos países. Elas podem ser naturais, como rios e montanhas, ou artificiais, definidas por tratados e acordos políticos. Em alguns casos, surgem de conflitos históricos, como ocorre em regiões da Ásia e da África. Hoje, os limites territoriais são reconhecidos por organismos internacionais, mas disputas ainda existem, mostrando que compreender povo, cultura e fronteiras é essencial para analisar os desafios da convivência mundial e valorizar a diversidade que caracteriza o planeta.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

5- Pesquise na Web e complete corretamente a tabela com o quantitativo populacional aproximado e a área territorial de cada continente.

  


6- Explique a diferença entre povo e cultura.


7- Explique a diferença entre identidade cultural, países, território, nação e Estado.

 

8- O que são fronteiras e como são definidos os limites territoriais dos países?

 

9- A religião, por exemplo, consiste em uma importante manifestação cultural dos povos. A maneira como cada povo professa sua fé, compreende e explica a realidade do mundo em que vive, torna essas crenças bem diferentes umas das outras. A existência de grande quantidade de religiões praticadas retrata parcialmente a diversidade cultural do mundo.

Cite as principais religiões do mundo.


DIVERSIDADE RELIGIOSA E IDENTIDADE CULTURAL

Cada religião surgiu em um contexto histórico específico, possui representantes importantes e se desenvolveu em diferentes regiões do mundo. O Cristianismo nasceu no Oriente Médio, tendo Jesus Cristo como figura central e a Bíblia como livro sagrado. Hoje é a religião mais difundida, presente em todos os continentes. O Islamismo surgiu na Península Arábica no século VII, com o profeta Maomé, e tem o Alcorão como texto sagrado. É muito praticado no Oriente Médio, Norte da África e partes da Ásia. O Hinduísmo, uma das mais antigas religiões, nasceu na Índia e é marcado pela crença em vários deuses e na reencarnação. Já o Budismo também surgiu na Índia, com os ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda, e se espalhou por países como China, Japão e Tailândia.

Outras religiões também possuem grande relevância. O Judaísmo, originado há mais de três mil anos na região da Palestina, tem como base a Torá e é considerado a primeira tradição monoteísta. O Sikhismo surgiu no século XV no norte da Índia, pregando a igualdade entre os seres humanos e a devoção a um único Deus. O Espiritismo foi fundado no século XIX por Allan Kardec, na França, e defende a comunicação entre vivos e espíritos, sendo bastante difundido no Brasil. O Bahaísmo nasceu na Pérsia no século XIX e busca a união entre todas as religiões e povos. O Xintoísmo é tradicional do Japão e valoriza a relação com a natureza e os ancestrais. Já o Zoroastrismo, originado na antiga Pérsia, acredita na luta entre o bem e o mal e influenciou outras religiões posteriores.

Essas religiões mostram como diferentes povos interpretam o mundo e constroem sua identidade cultural. Cada uma delas está ligada a uma região específica, mas muitas se expandiram para outros continentes com o passar do tempo. O Cristianismo e o Islamismo, por exemplo, são religiões globais, enquanto o Hinduísmo e o Budismo permanecem mais concentrados na Ásia. O Judaísmo mantém forte ligação com Israel, e o Xintoísmo continua sendo característico do Japão. Essa diversidade religiosa reflete a riqueza cultural da humanidade e ajuda a compreender como crenças e tradições moldam sociedades e territórios.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 


10- Caracterize cada religião abaixo destacando sua origem, profetas se houver e principais características.

a)    Cristianismo:

 

b)   Islamismo:

c)    Hinduísmo:

d)   Budismo:

e)    Sikhismo:

f)     Judaísmo:

g)   Espiritismo:

h)   Bahaísmo:

i)     Xintoísmo:

j)     Zoroastrismo:


GABARITO

1-    a) Resposta pessoal. Promova uma roda de conversa com os alunos a fim de trocarem ideias. Para nortear es se debate, se possível, leve para a sala de aula notícias de jornais e internet que retratem esse conflito. Incentive a participação de todos.

b) Resposta pessoal. Verifique se o desenho elaborado pelos alunos está coerente com a atividade proposta.

c)    Resposta pessoal. Verifique se a opinião dos alunos está coerente com a atividade proposta. Estimule a participação de todos.

2-    América - Europa - África - Ásia - Oceania – Antártida

3-    Oceano Atlântico - Oceano Pacífico - Oceano Índico - Oceano Ártico - Oceano Antártico (também chamado de Oceano Austral)

4-    a) Oceano Pacífico.

           b) Ásia, com 45 milhões de km2.

5- 


6-    Cultura é isso e muito mais. Envolve tudo o que é criado e praticado pelo ser humano, por exemplo, a língua falada, os objetos fabricados, o tipo da escrita etc. Desse modo, a cultura é um dos principais aspectos que dão identidade aos grupos humanos, que os une como um povo. Povos são grupos de pessoas que têm em comum a ancestralidade e o passado histórico, as sim como sua expressão cultural desenvolvida ao longo do tempo, como crenças, tradições e hábitos. A religião, por exemplo, consiste em uma importante manifestação cultural dos povos.

 

7-    Quando um grupo de pessoas compartilha crenças e hábitos pertencentes a uma mesma cultura, dizemos que possuem uma identidade cultural.

Os povos que pos suem uma identidade cultural formam uma nação.

Para a Geografia, território representa uma área sobre a qual se exerce domínio, isto é, relações de poder, propriedade e influência. Os países são territórios que cor respondem a uma área continental ou insular da superfície terrestre, dominada e organizada politicamente, por um sistema de governo, leis e instituições próprias. O Estado é a autoridade máxima em um país que exerce controle sobre o território nacional.

 

8-     Os limites entre os países são estabelecidos por meio de tratados e acordos di plomáticos internacionais, muitos deles coincidindo com marcos naturais, como rios, lagos, cadeias montanhosas, ou artificiais, como placas, pontes etc. A fronteira é a área que se estende ao longo dos limites nacionais, considerada uma região estratégica para um país, tanto do ponto de vista econômico, político e de segurança nacional. Nessa faixa territorial são intensos os fluxos comerciais e deslocamento de pessoas entre os países.

 

9-    Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo, Budismo, Sikhismo, Judaísmo, Espiritismo, Bahaísmo, Xintoísmo, Zoroastrismo.

 

10- Cristianismo

Origem: Médio Oriente, por volta do século I d.C., a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Características: Monoteísta, com base na Bíblia; crença na salvação pela fé e na vida após a morte; dividido em diversas vertentes como catolicismo, protestantismo e ortodoxia.

Islamismo

Origem: Península Arábica, século VII, com o profeta Maomé.

Características: Monoteísta; segue o Alcorão como livro sagrado; prática dos cinco pilares do Islã; fé em Alá como único Deus e Maomé como seu profeta.

Hinduísmo

Origem: Subcontinente indiano, há mais de 4 mil anos.

Características: Politeísta; crença em reencarnação, carma e moksha; textos sagrados como os Vedas; rica diversidade de rituais e deuses como Shiva, Vishnu e Brahma.

Budismo

Origem: Índia, século VI a.C., com Siddhartha Gautama (Buda).

Características: Filosofia e religião não teísta; foco na iluminação espiritual, no desapego e nas Quatro Nobres Verdades; prática da meditação e do caminho óctuplo.

Sikhismo

Origem: Índia (região do Punjab), século XV, com Guru Nanak.

Características: Monoteísta; busca espiritual baseada na igualdade, honestidade e meditação; livro sagrado Guru Granth Sahib; rejeita o sistema de castas.

Judaísmo

Origem: Região da Palestina, há mais de 3 mil anos.

Características: Monoteísta; crença em um Deus único e pacto com o povo hebreu; base na Torá (Pentateuco); práticas como o Shabat e o estudo religioso são centrais.

Espiritismo

Origem: França, século XIX, com Allan Kardec.

Características: Doutrina baseada na comunicação com os espíritos e na reencarnação; valorização da ética, da caridade e do progresso moral; interpretações cristãs racionalizadas.

Bahaísmo

Origem: Pérsia (Irã), século XIX, com Bahá'u'lláh.

Características: Monoteísta; prega a unidade espiritual de toda a humanidade; valoriza a paz, a justiça e a igualdade entre os povos; respeito por todas as religiões anteriores.

Xintoísmo

Origem: Japão, tradição ancestral com organização no século VIII.

Características: Politeísta; culto aos kami (espíritos da natureza e ancestrais); forte relação com os rituais e festivais japoneses; sem textos sagrados centrais definidos.

Zoroastrismo

Origem: Pérsia (Irã), por volta do século VI a.C., com o profeta Zaratustra.

Características: Monoteísta ou dualista; crença no Deus Ahura Mazda e no conflito entre o bem e o mal; influenciou religiões abraâmicas; texto sagrado: Avesta.