domingo, 24 de outubro de 2021

O PODER DO CORPO

 O PODER DO CORPO


FONTE DA IMAGEM: https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.biotreino.com.br%2Fdicas%2Falimentacao%2Fdefinicao-e-queima-de-gordura%2F&psig=AOvVaw2HWPF7YDpdIER9l0XXKkZT&ust=1635174900610000&source=images&cd=vfe&ved=0CAsQjRxqFwoTCLjjuK-r4_MCFQAAAAAdAAAAABAO


O uso do corpo como uma ferramenta de se expressar, de produzir e de prazer, foi cedendo espaço, rapidamente, para padrões estéticos inviáveis, restringidos a função de ser agradável para o coletivo. Posto isso, as consequências desse impasse podem ser amenizadas se e somente se ações midiáticas propuserem uma mudança na abordagem de corpo meramente expositivo, assim como a continuação dos debates sobre as implicações desse problema na sociedade, a exemplo dos impactos na saúde pública e/ou problemas de autoestima.

Sob essa perspectiva, é correto apontar que as propagandas comerciais exercem forte efeito sobre o comportamento das sociedades, e por isso, muitas pessoas são condicionadas a mudarem seus corpos. Com efeito, Theodor Adorno, filósofo alemão, afirma que a cultura das massas cria padrões e mercantiliza tudo que estiver ao seu redor - inclusive os corpos dos indivíduos. Nesse viés, é claro que as intenções das indústrias seja a de permanência desse problema, visto que isso lhes confere lucros, mesmo que em detrimento da transformação do corpo em um artigo mercantilizado.

Além disso, a imposição de padrões de beleza podem incentivar comportamentos altamente nocivos à saúde, como dietas rigorosas para emagrecimento ou problemas com a saúde mental por não conseguir se enquadrar no padrão estabelecido. Dessa maneira, a dificuldade de se alcançar o "corpo ideal" finda por acarretar dificuldades de se aceitar, gerando assim uma autoestima deficiente e que condena todos aqueles que não puderam se enquadrar na falsa perfeição. Sendo assim, é visível que a continuidade desse problema resulta em uma deterioração da identidade e do bem-estar dos cidadãos.

Portanto, os veículos de comunicação, como as redes sociais e revistas, devem criar campanhas de reeducação, por meio de postagens e matérias e artigos, de modo que as pessoas entendam os riscos de se seguir padrões estéticos que transformem seus corpos em objetos que sejam padronizados e desperte, por conseguinte, a autonomia de enxergar seus corpos como forma de expressão. Somente assim será possível combater a cultura de uniformização do corpo.

Por Victor Hugo Barbosa Batista

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