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ORGANISMOS DE
PODER GLOBAL: G7, G20 E A EXPANSÃO DOS BRICS
O cenário internacional atual é marcado pela atuação de organismos de
poder como o G7, o G20 e a expansão dos BRICS, que influenciam diretamente a
economia e a política mundial. Esses grupos discutem soluções para problemas
globais, como crises econômicas, mudanças climáticas e desigualdades sociais.
O G7 reúne as principais economias desenvolvidas, como Estados Unidos,
Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá. Criado nos anos 1970, o
grupo busca coordenar políticas econômicas e enfrentar desafios globais.
Recentemente, o G7 tem se destacado em debates sobre transição energética e
segurança internacional, especialmente diante de conflitos e da necessidade de
reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A atuação do G7 mostra como
países ricos tentam manter sua influência sobre decisões que afetam o mundo
inteiro.
O G20, por sua vez, é mais amplo e reúne 19 países e a União Europeia, representando cerca de 85% da economia mundial. Diferente do G7, o G20 inclui economias emergentes, como Brasil, China, Índia e África do Sul, tornando o grupo mais representativo. Nos últimos anos, o G20 tem discutido temas como regulação financeira, combate às mudanças climáticas e estratégias para enfrentar crises globais, como a pandemia da Covid-19. A presença de países em desenvolvimento fortalece o debate sobre desigualdades e dá voz a diferentes realidades econômicas.
Já os BRICS, formados por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul,
surgiram como um bloco de países emergentes que buscam maior protagonismo
internacional. Em 2024, o grupo iniciou um processo de expansão, conhecido como
BRICS+, incluindo novos membros como Egito, Irã e Arábia Saudita. Essa
ampliação aumenta a representatividade do bloco, mas também traz desafios
internos, já que os países possuem interesses distintos. Para o Brasil,
participar dos BRICS significa ampliar sua inserção no mercado asiático e
reforçar sua autonomia estratégica em relação às grandes potências.
A situação-problema que se coloca é: como equilibrar os interesses de
países tão diferentes em blocos multilaterais? Enquanto o G7 busca manter sua
liderança, o G20 tenta conciliar economias desenvolvidas e emergentes, e os
BRICS procuram construir um mundo multipolar, com maior equilíbrio de poder.
Essa disputa influencia diretamente o comércio internacional, os investimentos
e até as políticas ambientais, impactando o cotidiano das pessoas, como o preço
dos alimentos e da energia.
Compreender a atuação desses organismos é fundamental para os
estudantes, pois mostra como decisões tomadas em reuniões internacionais podem
afetar a vida de todos. O crescimento dos BRICS, a força do G20 e a influência
histórica do G7 revelam que o mundo está em constante transformação, exigindo
cooperação entre países para enfrentar problemas globais.
Fonte: Carnegie Endowment for International Peace;
Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI); Ministério da Fazenda do
Brasil.
Observe o mapa e responda.
1- Explique
qual é a principal diferença entre o G7 e o G20 em relação à representatividade
dos países que compõem cada grupo.
2- Analise
como o G7 busca manter sua influência mundial e cite exemplos de temas atuais
discutidos por esse grupo.
3- O G20
reúne países desenvolvidos e emergentes. De que forma essa diversidade de
membros torna o grupo mais representativo nas decisões globais?
4- Os
BRICS passaram por um processo de expansão em 2024. Explique quais países foram
incluídos e quais desafios essa ampliação pode trazer para o bloco.
5- Discuta
como a participação do Brasil nos BRICS pode contribuir para sua inserção internacional
e para o fortalecimento de sua economia.
6- A
disputa de poder entre G7, G20 e BRICS influencia diretamente o cotidiano das
pessoas. Explique como decisões tomadas nesses grupos podem impactar preços de
alimentos, energia ou políticas ambientais.
7- Compare
os objetivos do G7, do G20 e dos BRICS e avalie como cada grupo busca responder
aos problemas globais, como mudanças climáticas, crises econômicas e
desigualdades sociais.
8- Em
2024, os BRICS iniciaram um processo de expansão, incluindo países como Egito,
Irã e Arábia Saudita. Considerando a diversidade política e econômica desses
novos membros, qual é o principal impacto dessa ampliação para o bloco?
A) Maior
homogeneidade cultural entre os países.
B) Aumento da
representatividade global, mas também maiores desafios de conciliar interesses
distintos.
C) Redução da
influência da China e da Índia dentro do grupo.
D) Exclusão de
países emergentes da América Latina.
9- O G20
reúne cerca de 85% da economia mundial e inclui países desenvolvidos e
emergentes. Em situações de crise global, como a pandemia da Covid-19, qual
vantagem esse grupo apresenta em relação ao G7?
A) Maior
diversidade de perspectivas econômicas e sociais, permitindo decisões mais
abrangentes.
B) Capacidade de
representar apenas os países ricos.
C) Exclusividade
em temas militares e de segurança internacional.
D) Menor
participação de países asiáticos e africanos.
10- As
decisões tomadas por organismos como G7, G20 e BRICS podem afetar diretamente o
cotidiano das populações. Qual exemplo mostra essa relação de forma mais
clara?
A) A definição de
regras de convivência cultural entre países.
B) A escolha de
representantes diplomáticos em cada continente.
C) A organização
de eventos esportivos internacionais.
D) A criação de
políticas que influenciam preços de alimentos e energia, impactando o custo de
vida das famílias.
GABARITO
1- O G7 reúne
apenas países desenvolvidos e ricos, enquanto o G20 inclui também economias
emergentes e em desenvolvimento, tornando-se mais representativo da realidade
mundial.
2- O G7
mantém sua influência ao coordenar políticas econômicas e discutir temas
globais como transição energética, segurança internacional e conflitos
recentes, além de medidas para reduzir a dependência de combustíveis
fósseis.
3- A
diversidade de membros permite que o G20 represente cerca de 85% da economia
mundial e dê voz a diferentes realidades, equilibrando interesses de países
ricos e emergentes em temas como regulação financeira e combate às mudanças
climáticas.
4- Foram
incluídos países como Egito, Irã e Arábia Saudita. Essa expansão aumenta a
representatividade, mas traz desafios internos devido às diferenças culturais,
políticas e econômicas entre os membros.
5- O Brasil
amplia sua inserção no mercado asiático, fortalece sua autonomia estratégica e
ganha mais protagonismo internacional, podendo diversificar parcerias
econômicas e políticas.
6- As
decisões podem afetar o comércio internacional, os investimentos e as políticas
ambientais, influenciando o preço dos alimentos, da energia e até medidas de
combate às mudanças climáticas que impactam a vida cotidiana.
7- O G7 busca
manter a liderança dos países ricos, o G20 procura conciliar interesses de
economias desenvolvidas e emergentes, e os BRICS defendem um mundo multipolar,
com maior equilíbrio de poder. Todos discutem problemas globais, mas com
perspectivas diferentes.
8- B
9- A
10- D
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