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quinta-feira, 25 de julho de 2019

QUESTÕES DE VESTIBULAR E ENEM SOBRE CLIMAS E FATORES CLIMÁTICOS

1- (Fuvest 2019) – No planeta Terra, há processos escultores, tais como a ação do gelo, o intemperismo e a ação do vento. A atuação de tais processos pode ser representada em gráficos elaborados segundo variações médias de temperatura e precipitação anual. Considere as características do deserto do Saara, da Antártida e de uma floresta tropical e identifique o gráfico em que estão corretamente localizados. GABARITO (A)

 


2- (FUVEST 2019) O gráfico mostra as temperaturas médias mensais históricas de cinco cidades, todas localizadas em altitudes próximas do nível do mar: Alexandria (Egito), Barcelona (Espanha), Buenos Aires (Argentina), Santos (SP, Brasil), São Luís (MA, Brasil). 


No gráfico, essas cidades estão representadas, respectivamente, pelos símbolos: GABARITO É (B)

3- (FUVEST- 2018) Nas últimas décadas, descobriu-se que os volumosos e inadequados descartes de resíduos plásticos e de outros materiais sintéticos,mesmo quando realizados nos continentes, podem resultar em consideráveis depósitos em áreas distantes
nos oceanos e mares, seja em seu fundo, na coluna d’água, ou na sua superfície. Como consequência, ocorrem mudanças físicas, químicas e ecológicas nesses oceanos e mares, em que alguns desses depósitos já atingem a escala planetária, como é o caso dos materiais plásticos flutuantes representados na figura.
 www.revistapesquisafapesp.br, maio de 2016.


Os depósitos flutuantes representados na figura apresentam-se 
(A) com padrões concentrados na parte interna dos giros oceânicos do Pacífico norte e sul, locais de menor atividade das grandes correntes marinhas.
(B) com maior acumulação no litoral de ambos os hemisférios, devido à atuação de importantes correntes marinhas nessas áreas.
(C) mais volumosos no hemisfério norte, em função das menores temperaturas de suas águas, o que faz aumentar a velocidade de correntes, como a do Peru e a do Japão.
(D) com concentrações idênticas em ambos os hemisférios, devido à forte atuação de importantes correntes marinhas que transitam do hemisfério norte ao sul.
(E) mais concentrados e abundantes no hemisfério norte, devido à grande mobilidade de importantes correntes marinhas, como a de Humboldt e a de Madagascar.

4- (Fuvest 2018)


O Brasil possui um território extenso, com 92% pertencentes à zona intertropical. As massas de ar que atuam em território brasileiro possuem influências oceânicas e continentais. Sobre as características dessas massas de ar, é correto afirmar:

(A) W representa a Massa Equatorial Atlântica de ar quente e úmido, responsável pela grande umidade na Amazônia.
(B) Y indica a Massa Polar Atlântica, que se desloca a partir do sul em direção ao norte do território brasileiro e tem como característica a presença de ar frio, podendo atingir a região
Centro-Oeste no inverno.
(C) Z indica a Massa Tropical Continental, que tem como característica a presença de ar quente e úmido, ocasionando alagamentos no Centro_Oeste no inverno.
(D) X indica a Massa Equatorial Continental de ar quente e seco, que atua no nordeste do litoral brasileiro.
(E) V representa a Massa Temperada Atlântica de ar frio e seco, que atua no sul do litoral brasileiro.

5- (FUVEST 2016) O vento é o movimento do ar em relação à superfície terrestre. Ele se deve à existência de gradientes de pressão atmosférica, e sua distribuição é representada pelas isóbaras (linhas com o mesmo valor de pressão atmosférica). O vento também sofre influências do movimento de rotação da Terra, podendo-se destacar, entre outras, a força de desvio conhecida por efeito Coriolis. Esse efeito atua sobre os ventos deslocando sua trajetória ao longo das isóbaras, conforme os hemisférios do planeta.
A. Tubelis & F. J. L. Nascimento, Meteorologia DescritivaFundamentos e Aplicações Brasileiras. São Paulo: Nobel, 1983. Adaptado.

Com base no texto e em seus conhecimentos, em relação aos centros de alta pressão (A), pode-se representar corretamente a circulação dos ventos nos Hemisférios Sul (HS) e Norte (HN), conforme o esquema indicado em: Gabarito (B)




6- Leia o texto.



Neve no Brasil é um evento raro. O país não é conhecido exatamente por ser o país com destinos turísticos para aproveitar esse fenômeno climático. Tanto que a primeira experiência dos brasileiros na neve costuma ser na Argentina (leia mais sobre Bariloche) ou no Chile (leia mais sobre o Valle Nevado). Mas existe neve no Brasil e, com algum planejamento e sorte, é possível aproveitar neve no Brasil.

 A pequena cidade de São Joaquim, de 24 mil habitantes, na serra catarinense, é sinônimo de neve no Brasil. Quando a temperatura cai, os jornais e canais de televisão invariavelmente mostram imagens do município, com turistas brincando na neve e pais ensinando as crianças a fazerem bonecos (a falta de aptidão dos brasileiros é nítida, pois chegam a surgir memes com algumas esculturas um tanto engraçadas). Ano sim, ano sim, a cidade é a primeira a ter neve (ou pelo menos algo parecido) no Brasil.

 São Joaquim é conhecida como uma das cidades mais frias do país, mas não é só por isso que é o lugar que mais neva no Brasil. A serra catarinense, apesar de estar localizada mais ao norte do que a vizinha serra gaúcha, tem uma altitude média maior (São Joaquim, por exemplo, está a 1.354 metros de altura), por isso o índice de neve por lá é bem maior.

 A alta temporada é no inverno, de junho a setembro, mas a neve pode cair no outono e também no início da primavera. Os turistas que querem neve no Brasil têm que estar dispostos a bastante coisa. Uma delas é ser acordado no meio da madrugada. Isso mesmo, os hotéis de São Joaquim acordam seus clientes se começar a nevar nesse horário, para que eles possam sair e apreciar a tão sonhada neve no Brasil.

 O viajante pode pedir para não ser acordado no meio da noite, mas recomendamos que não faça isso: a neve pode cair só no meio da madrugada e não dar as caras durante todo o resto da sua estadia. Assim você vai embora sem ver a dita cuja. No entanto, é bom ter em mente que você pode ir para São Joaquim nesse época do ano, passar dez dias lá e não ver absolutamente nada de neve no Brasil. Por isso falamos, lá em cima, em sorte. 

 infraestrutura de São Joaquim é suficiente para garantir boa diversão durante o período que estiver aproveitando neve no Brasil. São dezenas de bons hotéis à disposição. Na alta temporada, caso a rede hoteleira esteja lotada, casas de família também recebem turistas. Não se esqueça de caprichar na hora de arrumar as malas para São Joaquim. Mesmo que você more em lugares acostumados com o frio, como São Paulo, o frio de neve é diferente. Os termômetros em São Joaquim, em casos extremos, chegam a atingir -10ºC. Para aquecer, um dos melhores lugares em São Joaquim é o Café Serrano, que oferece um delicioso café colonial a preço acessível, além de pães, doces, queijos.

 A praça João Ribeiro e a igreja Matriz são dois cartões-postais na cidade que merecem ser visitados (quando está nevando os dois pontos parecem um ateliê de artistas de boneco de neve). Mas é a Cascata do Pirata, uma queda livre de 15 metros de altura, que impressiona bastante os viajantes. A cidade também é uma grande produtora de maçã, e a Festa da Maça agita a cidade.  São Joaquim está localizada a 228 km de Florianópolis, em uma viagem de cerca de três horas em estradas bem sinalizadas. Porém, a partir do trecho de serra é preciso redobrar a atenção.

 Perto de São Joaquim dois passeios são interessantes para serem feitos. Um deles é conhecer a vizinha Urubici, ainda menor que São Joaquim (10 mil habitantes). É outra cidade que tem neve no Brasil. Embora seja menos famosa, também guarda um charme especial. Mas é a Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, o passeio mais incrível a ser feito fora de São Joaquim e suas neves. Trata-se da estrada mais espetacular do Brasil, com uma paisagem de tirar o fôlego. E o melhor: a neve também deixa seu rastro por lá eventualmente. Urupema, também ali próximo, é outra cidade com neve no Brasil. (...)

FONTE: https://www.dubbi.com.br/blog/quer-ver-neve-no-brasil-sao-joaquim-sc-e-o-destino-perfeito#:~:text=S%C3%A3o%20Joaquim%20%C3%A9%20conhecida%20como,que%20mais%20neva%20no%20Brasil.&text=A%20alta%20temporada%20%C3%A9%20no,tamb%C3%A9m%20no%20in%C3%ADcio%20da%20primavera.

 

(FGG – CH) O texto exemplifica lugares no Brasil que podem nevar, mesmo não sendo regiões e clima polar. Isso ocorre em virtude da influência da massa Polar que atua na região Sul do Brasil em uma determinada época do ano. As cidades citadas no texto localizam-se em uma região de clima subtropical, caracterizado

 (A) por ocorrer na maior parte das regiões localizadas entre os trópicos de Capricórnio e de Câncer. Apresenta elevadas temperaturas, com médias anuais em torno de 20ºC, e duas estações bem definidas: um quente e úmida (verão) e outra mais fria e seca (inverno). A quantidade de umidade varia conforme a sua localização.

 (B) por estar presente em áreas de transição entre o clima tropical e o clima temperado. Apresenta temperaturas mais amenas e grande amplitude térmica anual, com temperaturas negativas no inverno e acima dos 30°C no verão. As estações do ano, apesar de não serem tão bem definidas como as do clima temperado, já começam a se delinear. As chuvas são bem distribuídas durante o ano e apresentam maior ocorrência durante o verão.

 (C) por ocorrer nas zonas polares ou em latitudes muito elevadas, próximas aos polos norte e sul. Apresenta temperaturas baixas durante o ano todo, com médias anuais próximas a -30°C, uma grande variação na duração do dia e da noite e baixa umidade, com um índice pluviométrico de menos de 200 milímetros anuais.

(D) por estar presente tanto em regiões temperadas quanto em regiões tropicais (norte da África, Oriente Médio, oeste dos Estados Unidos, norte do México, litoral do Chile e do Peru, Austrália e noroeste da Índia), geralmente em regiões de depressões. Apresenta uma grande amplitude térmica durante o dia (com temperaturas próximas aos 50°C durante o dia e temperaturas negativas durante a noite), baixa umidade, chuvas escassas e irregulares e índices pluviométricos inferiores a 250 mm por ano.

(E) apresenta altas temperaturas (entre 25 °C e acima de 28°C), resultando na baixa umidade do ar, além de longos períodos de estiagem, com chuvas escassas e mal distribuídas. 









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