sábado, 30 de maio de 2026

ATIVIDADE 12 - IDH - 3° ANO ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 12
Objeto de Aprendizagem: IDH
Habilidades da BNCC: EM13CHS101 / EM13CHS202 / EM13CHS301 / EM13CHS401
Habilidades do ENEM: H1 / H3 / H5 / H6

O Brasil alcançou em 2024 sua melhor marca histórica no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), alcançando 0,805 e integrando pela primeira vez o grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”. O dado é o principal destaque do “Radar IDHM: evolução do Índice de Desenvolvimento Municipal e de seus componentes”, estudo lançado nesta terça-feira (26) na sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em Brasília (DF). O lançamento contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, do Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, do Representante Residente do PNUD no Brasil, Claudio Providas, e do secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), Lavito Bacarissa.

“Alcançar esse resultado positivo não é um acaso; é resultado de políticas públicas fortes e de um projeto de país inclusivo, com combate a desigualdades. Isso não nos deixa acomodados, e sim conscientes dos desafios que ainda temos pela frente”, destacou o ministro Boulos durante o evento.

O Radar IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano no Brasil ao longo de 13 anos, de 2012 a 2024, abrangendo o país, os 26 estados e o Distrito Federal. O índice subiu de 0,744 para 0,805 no período, mesmo diante do recuo registrado em 2020 e 2021 em decorrência da pandemia de Covid-19. Nos anos seguintes, o índice retomou a trajetória de crescimento acelerado, saltando de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até romper a barreira do muito alto desenvolvimento humano em 2024.


“Nos últimos anos, tivemos a conclusão de um processo de desenvolvimento em que se avançou no âmbito educacional. Tivemos um avanço na cobertura do SUS no país. Tivemos também um processo de distribuição de renda, muito vinculado às políticas de transferência de renda, de valorização real do salário mínimo e de programas sociais como o Bolsa Família. Esses dados atestam a eficácia de um programa como o Bolsa Família e do conjunto de políticas de assistência e desenvolvimento social no Brasil, que é uma política modelo em nível internacional”, complementou Boulos.

O IDHM é composto por três eixos: longevidade, medida pela expectativa de vida ao nascer; educação, avaliada pelo nível de escolaridade da população adulta; e renda, calculada a partir da renda domiciliar per capita; e tem como diferencial levar os dados à escala municipal. Os maiores avanços proporcionais no período foram registrados em estados do Nordeste: Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte lideraram o crescimento do IDHM entre 2012 e 2024, consolidando uma tendência de redução das desigualdades regionais.

“Pela lente do IDHM, o resultado desse relatório significa dados positivos: as capacidades básicas de saúde têm sido atendidas para a maioria da população e os indicadores de educação têm avançado em uma velocidade três vezes maior do que o observado no início da série, o que se dá sobretudo pelo avanço da população negra no país e como reflexo dos programas de renda mínima que permitem que famílias de renda mais baixa continuem tendo acesso à escolaridade”, analisou a economista-chefe e coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD, Betina Barbosa.

O Radar também aponta que a população negra registrou crescimento do IDHM de 10,3% no período, ritmo quase duas vezes maior que o da população branca (5,5%), reduzindo a distância entre os grupos de 14% para 9%. Ainda assim, o IDHM da população branca (0,851) permanece uma faixa acima do da população negra (0,774) na escala do PNUD.

“Temos dados bons e dados desafiadores, mas esses desafios são desafios de um país maduro. O país estaria com o IDHM bem mais alto se não fosse pela crise sistêmica da Covid, que afetou principalmente o eixo de longevidade”, complementou Betina.

O lançamento do Radar IDHM reforça o alinhamento entre os avanços mensurados pelo índice e os compromissos do Brasil com a Agenda 2030 das Nações Unidas. “O Relatório Nacional Voluntário que será apresentado no Fórum Político de Alto Nível em julho está em linha com o Radar IDHM, indicando que as políticas públicas trazem resultados substanciais para os três eixos do IDHM. O IDHM se torna mais um indicador importante que qualifica e fortalece o nosso trabalho para transformar a Agenda 2030 em políticas públicas e programas sociais”, reforçou o secretário-executivo da CNODS, Lavito Bacarissa.

Fonte: Gov.br

1 – Analise o texto e identifique qual foi o principal fator que permitiu ao Brasil alcançar, em 2024, o grupo de países com muito alto desenvolvimento humano segundo o IDHM. 

A) A ausência de desigualdades regionais. 

B) O crescimento econômico sem políticas sociais. 

C) A combinação de políticas públicas voltadas para educação, saúde e renda. 

D) A redução da participação do Estado na economia. 

E) O aumento exclusivo da expectativa de vida. 

 

2 – Compare os avanços regionais descritos no texto e assinale a alternativa que melhor caracteriza o papel do Nordeste na evolução do IDHM entre 2012 e 2024. 

A) Manteve índices estáveis sem grandes mudanças. 

B) Apresentou os maiores avanços proporcionais, reduzindo desigualdades regionais. 

C) Teve queda contínua nos indicadores de educação e saúde. 

D) Foi a região com menor crescimento em renda domiciliar per capita. 

E) Não foi contemplado nos dados do Radar IDHM. 

 

3 – Relacione os três eixos que compõem o IDHM com os exemplos citados no texto e assinale a alternativa correta. 

A) Longevidade – Bolsa Família; Educação – expectativa de vida; Renda – escolaridade da população adulta. 

B) Longevidade – expectativa de vida; Educação – escolaridade da população adulta; Renda – aumento da empregabilidade.

C) Longevidade – programas sociais; Educação – SUS; Renda – políticas de saúde. 

D) Longevidade – distribuição de renda; Educação – salário mínimo; Renda – políticas públicas. 

E) Longevidade – crescimento econômico; Educação – políticas ambientais; Renda – exportações. 

 

4 – Interprete os dados sobre desigualdade racial apresentados no texto e assinale a alternativa que melhor expressa a tendência observada entre 2012 e 2024. 

A) A população negra manteve índices inferiores sem avanços significativos. 

B) A população branca teve crescimento proporcional maior que a negra. 

C) A população negra apresentou crescimento mais acelerado, reduzindo a distância em relação à população branca. 

D) A desigualdade racial aumentou, ampliando a diferença entre os grupos. 

E) Não houve diferença entre os índices da população negra e branca. 

 

5 – Localize no contexto da Agenda 2030 a relação entre o Radar IDHM e os compromissos internacionais do Brasil. 

A) O Radar IDHM não tem relação com a Agenda 2030. 

B) O Radar IDHM reforça somente os compromissos ambientais da Agenda 2030. 

C) O Radar IDHM fortalece o alinhamento das políticas públicas brasileiras com os objetivos de desenvolvimento sustentável. 

D) O Radar IDHM substitui os indicadores internacionais da ONU. 

E) O Radar IDHM é voltado exclusivamente para medir o crescimento econômico. 

 

6- O texto destaca que o Brasil alcançou em 2024 o grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Analise criticamente quais fatores estruturais podem ter contribuído para esse avanço e explique como eles se relacionam com políticas públicas de longo prazo. 

 

7- A pandemia de Covid-19 provocou recuos no IDHM em 2020 e 2021, especialmente no eixo da longevidade.


Explique como crises sanitárias globais podem impactar indicadores sociais e discuta a importância da resiliência das políticas públicas diante desses desafios. 


8- Observe a imagem.


Palafitas no estado do Maranhão, o último lugar no ranking do IDH do Brasil.

O Radar IDHM mostra que estados do Nordeste lideraram os avanços proporcionais entre 2012 e 2024. Avalie como esse resultado pode contribuir para a redução das desigualdades regionais históricas no Brasil e quais obstáculos ainda precisam ser superados para consolidar esse processo. 

9- O relatório aponta que a população negra teve crescimento proporcional maior no IDHM em relação à população branca, embora ainda exista diferença entre os grupos. Discorra como esse dado reflete avanços sociais e, ao mesmo tempo, revela persistências de desigualdades estruturais no país. 

10- O gráfico presente no texto, mostra a evolução dos três componentes do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) no Brasil: longevidade, educação e renda. Observa-se que, apesar de oscilações, todos os indicadores tiveram crescimento no período, com destaque para a educação, que apresentou avanço mais acelerado. Considerando os dados e o contexto socioeconômico brasileiro, qual interpretação é mais adequada? 

A) O avanço da educação foi resultado exclusivo da expansão do ensino superior privado. 

B) O IDHM brasileiro manteve-se estagnado entre 2012 e 2024, sem mudanças significativas. 

C) A renda apresentou crescimento contínuo e sem oscilações, indicando estabilidade econômica. 

D) A longevidade foi o eixo que mais cresceu proporcionalmente, superando os avanços educacionais. 

E) A queda na longevidade em 2020 e 2021 reflete os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a expectativa de vida. 

 

Gabarito Comentado

1 – C. O texto destaca que o avanço do Brasil no IDHM foi resultado da combinação de políticas públicas em educação, saúde e renda. 

Distratores: 

A) Erro: ainda existem desigualdades regionais. 

B) Erro: houve políticas sociais, não apenas crescimento econômico. 

D) Erro: o Estado teve papel ativo. 

E) Erro: não foi apenas expectativa de vida, mas os três eixos. 

 

2 – B. O Nordeste apresentou os maiores avanços proporcionais, reduzindo desigualdades regionais. 

Distratores: 

A) Erro: houve avanços significativos. 

C) Erro: indicadores de educação e saúde cresceram. 

D) Erro: não foi a região com menor crescimento. 

E) Erro: o Nordeste foi citado como destaque. 

 

3 – B. Os três eixos do IDHM são longevidade (expectativa de vida), educação (escolaridade da população adulta) e renda (renda domiciliar per capita). 

Distratores: 

A) Erro: confusão entre os indicadores. 

C) Erro: mistura programas sociais com eixos. 

D) Erro: salário mínimo e políticas públicas não são eixos. 

E) Erro: exportações e políticas ambientais não fazem parte do cálculo. 

 

4 – C. A população negra apresentou crescimento mais acelerado, reduzindo a distância em relação à população branca. 

Distratores: 

A) Erro: houve avanços significativos. 

B) Erro: crescimento proporcional foi maior entre negros. 

D) Erro: desigualdade diminuiu, não aumentou. 

E) Erro: ainda há diferença entre os índices. 

5 – C. O Radar IDHM fortalece o alinhamento das políticas públicas brasileiras com os objetivos da Agenda 2030. 

Distratores: 

A) Erro: há relação direta com a Agenda 2030. 

B) Erro: não se limita ao aspecto ambiental. 

D) Erro: não substitui indicadores da ONU, apenas complementa. 

E) Erro: não é exclusivo para crescimento econômico. 

6- O avanço do Brasil no IDHM está ligado a políticas públicas consistentes em educação, saúde e renda, como a ampliação da cobertura do SUS, valorização do salário mínimo e programas de transferência de renda. Esses fatores estruturais criam condições para reduzir desigualdades e melhorar indicadores sociais de forma duradoura. 

7- Crises sanitárias globais, como a Covid-19, impactam diretamente a expectativa de vida e a qualidade dos serviços de saúde, afetando o eixo da longevidade. A resiliência das políticas públicas é essencial para garantir que os avanços não sejam perdidos em momentos de crise, mantendo a proteção social e a capacidade de resposta do Estado.

8- O crescimento proporcional do IDHM no Nordeste contribui para reduzir desigualdades regionais históricas, mostrando que políticas de inclusão podem ter efeitos positivos. No entanto, obstáculos como infraestrutura precária, desigualdade de acesso a serviços e vulnerabilidade econômica ainda precisam ser enfrentados para consolidar esse processo. 

9- O maior crescimento proporcional do IDHM da população negra reflete avanços em políticas de inclusão e acesso à educação e saúde. Contudo, a diferença ainda existente em relação à população branca evidencia desigualdades estruturais persistentes, ligadas ao racismo histórico e às barreiras socioeconômicas que limitam oportunidades. 

10- Alternativa correta: B.

A) Distrator: o avanço educacional foi resultado de múltiplas políticas públicas, não apenas da expansão do ensino superior privado. 

B) Distrator: o IDHM cresceu de forma significativa, passando de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024. 

C) Distrator: a renda apresentou oscilações, com queda em 2021 e retomada posterior. 

D) Distrator: a educação foi o eixo com maior crescimento proporcional, não a longevidade. 

E) Correto: a queda na longevidade em 2020 e 2021 está diretamente ligada aos efeitos da pandemia sobre a expectativa de vida. 

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