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domingo, 14 de junho de 2026

ATIVIDADE 14 - ESTRUTURA GEOLÓGICA E RELEVO TERRESTRE - 1° ANO ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 14
Objeto de Aprendizagem: Estrutura Geológica e Relevo Terrestre
Habilidades da BNCC: EM13CHS101 / EM13CHS103 / EM13CHS106 / EM13CHS202 / EM13CHS204
Habilidades do ENEM: H2 / H4 / H6

Leia o texto.

“O relevo continental da Terra é formado por três grandes estruturas geológicas: os escudos cristalinos, as bacias sedimentares e as cadeias orogênicas. Os escudos cristalinos são áreas muito antigas, compostas por rochas resistentes e pouco férteis, que ocupam grandes extensões dos continentes. As bacias sedimentares são regiões onde se acumularam sedimentos ao longo de milhões de anos, formando solos férteis e ricos em recursos como petróleo e carvão. Já as cadeias orogênicas são grandes cordilheiras de montanhas, como os Andes e o Himalaia, que surgiram a partir do choque entre placas tectônicas e apresentam altitudes elevadas. 


Existe uma relação direta entre a idade das estruturas geológicas e as altitudes do relevo. As áreas mais antigas, como os escudos cristalinos, apresentam altitudes mais baixas, pois foram desgastadas pela ação da erosão ao longo de milhões de anos. Já as cadeias orogênicas, mais recentes, possuem altitudes elevadas, pois ainda estão em processo de formação e não sofreram tanto desgaste. Essa diferença explica por que países como o Brasil, formado principalmente por estruturas antigas, apresentam relevo com predominância de planaltos e planícies, enquanto regiões como o Himalaia possuem montanhas muito altas e jovens.

Ao comparar a altimetria dos relevos continentais, percebe-se que as grandes cadeias de montanhas estão associadas às cadeias orogênicas, resultado da movimentação das placas tectônicas. Já as coberturas sedimentares do período Quaternário estão ligadas às estruturas mais recentes, pois foram formadas pela deposição de sedimentos em áreas de relevo mais antigo. Essa dinâmica mostra como o relevo é resultado da interação entre processos internos da Terra, como o tectonismo, e externos, como a erosão e a sedimentação, que juntos moldam continuamente a superfície terrestre.”

1- Quais são as três grandes estruturas geológicas do relevo continental da Terra? Descreva as principais características de cada uma delas.

2. Aponte a relação que existe entre a idade das estruturas geológicas e as altitudes do relevo continental.

3. Compare a altimetria dos relevos continentais abaixo.



Com base nessa comparação, responda:

 a) As grandes cadeias de montanhas estão associadas à formação de qual estrutura geológica?

b) As coberturas sedimentares do período Quaternário estão associadas às estruturas geológicas mais antigas ou mais recentes?

Leia o texto.

“O relevo é uma das principais chaves para compreender a história da Terra e também o espaço geográfico brasileiro. As formas que vemos hoje, como planaltos, planícies e depressões, são resultado de milhões de anos de processos internos, como o movimento das placas tectônicas, e externos, como erosão e sedimentação. Essa combinação de forças explica por que algumas áreas apresentam grandes cordilheiras, enquanto outras se destacam por superfícies mais aplainadas. Assim, o relevo não é apenas uma paisagem estática, mas um registro vivo das transformações que moldaram o planeta. 

A idade das estruturas geológicas influencia diretamente sua aparência. Regiões formadas há muito tempo tendem a apresentar altitudes mais baixas, pois foram desgastadas pela ação contínua da água, do vento e das variações climáticas. Já áreas mais jovens, como cordilheiras em formação, mantêm altitudes elevadas e picos imponentes. Essa diferença pode ser observada quando comparamos o território brasileiro, marcado por estruturas antigas e suavizadas, com os Andes, que ainda estão em processo de elevação e apresentam montanhas muito altas. 

No Brasil, embora as estruturas geológicas sejam antigas, as formas do relevo são consideradas mais recentes. Isso ocorre porque os processos de erosão e deposição remodelaram constantemente o território, criando novas superfícies e redistribuindo sedimentos. O predomínio de baixas altitudes é explicado pela ausência de grandes cadeias orogênicas jovens e pela longa ação erosiva que desgastou os terrenos cristalinos. Essa característica favorece a ocupação humana, já que áreas menos íngremes são mais propícias para agricultura, pecuária e expansão urbana. 

 As planícies e os planaltos exemplificam bem os processos que moldam o relevo. Nas planícies, predomina a deposição de sedimentos, formando áreas férteis e de baixa altitude, como as margens do rio Amazonas. Nos planaltos, o processo dominante é a erosão, que desgasta lentamente as superfícies elevadas, como ocorre no Planalto Central. Para compreender essas formas, a classificação mais atual do relevo brasileiro considera três critérios: a estrutura geológica, a forma do relevo e os processos geomorfológicos. Esses critérios permitem analisar não apenas a aparência das paisagens, mas também sua origem e dinâmica. 

A comparação entre os planaltos brasileiros e a cordilheira dos Andes evidencia a diferença entre estruturas antigas e recentes. Os planaltos, formados por rochas cristalinas muito antigas, foram suavizados pela erosão ao longo de milhões de anos. Já os Andes, resultado do encontro das placas tectônicas Sul-Americana e de Nazca, são jovens e ainda apresentam intensa atividade geológica, como vulcanismo e terremotos. Essas evidências confirmam que a idade das estruturas está diretamente ligada à sua altitude e à intensidade dos processos que as moldam. 

Para representar o relevo, os geógrafos utilizam cartas hipsométricas e perfis topográficos. As cartas hipsométricas destacam as altitudes com cores, facilitando a visualização das variações de altura em grandes áreas. Já os perfis topográficos mostram cortes do terreno em linha, permitindo observar a variação da altitude ao longo de um trajeto específico. Essas ferramentas são fundamentais para compreender a diversidade do relevo brasileiro e mundial, além de apoiar o planejamento urbano, agrícola e ambiental.”

Fonte: tudodegeografia.com

4. Observe as formas do relevo litorâneo mostradas na imagem abaixo e pesquise em revistas, livros, enciclopédias, na internet etc. as principais características de cada uma dessas formas. Registre o resultado de sua pesquisa na forma de um resumo.



5. “Podemos dizer que as estruturas geológicas do território brasileiro são antigas, mas as formas do relevo, do ponto de vista geológico, são mais recentes.” Justifique essa afirmação.

6. Que fatores explicam o predomínio de baixas altitudes no relevo brasileiro?

7. Com relação aos processos de erosão e deposição, diferencie planícies e planaltos.

8. A mais atual classificação do relevo brasileiro considera três importantes critérios para explicar as formas do relevo. Quais são esses critérios? O que eles levam em conta?

9. Observe as imagens e responda às questões. 

 


a) Qual dessas formas de relevo é mais antiga: os planaltos brasileiros ou a cordilheira dos Andes?

b) Quais evidências geológicas podem confirmar essa afirmação?

10. Observe, compare o mapa e o perfil topográfico e responda às questões. 

a) As cartas hipsométricas e os perfis topográficos são formas bastante usuais de representação do relevo. Quais informações são privilegiadas em cada uma dessas representações?

b) Qual segmento do mapa corresponde ao perfil topográfico acima?

c) Quais dos segmentos indicados no mapa passam por uma maior variedade de altitudes? 

11. De acordo com o que você estudou sobre as formas do relevo brasileiro, associe corretamente as formas de relevo mostradas nas fotografias aos respectivos números indicados no mapa acima.



GABARITO

1. As três grandes estruturas geológicas da Terra são: escudos cristalinos, dobramentos orogênicos modernos e bacias sedimentares. Os escudos cristalinos são formações rochosas mais antigas da crosta, surgidas no período Pré-cambriano, entre 1 milhão e 4,5 bilhões de anos atrás. Os dobramentos orogênicos modernos são grandes cadeias montanhosas formadas em decorrência da movimentação das placas tectônicas. As bacias sedimentares são grandes depressões do relevo, com superfícies relativamente planas, preenchidas por espessas camadas de sedimentos rochosos ou de origem orgânica.

2. Os terrenos de idade geológica mais antiga (como os escudos cristalinos) ficaram mais expostos ao intemperismo e aos processos erosivos, o que explica suas formas mais rebaixadas. Os terrenos de idade geológica mais recente (como os dobramentos modernos), ainda em processo de formação e pouco desgastados pela erosão, apresentam as maiores elevações do relevo continental.

3. a) As grandes cadeias de montanhas estão as- sociadas à formação dos dobramentos jovens ou modernos.

b) As coberturas sedimentares quaternárias es- tão nas estruturas geológicas mais antigas, como plataformas e crátons (do Pré-cambriano) e nos dobramentos antigos.

4. Enseada: reentrância da costa que se estende em direção ao mar.

Baía: porção do mar que se estende em direção ao continente por uma passagem estreita. As baías são menores que o golfo.

Golfo: grande enseada, ou seja, reentrância do Oceano na zona costeira, maior que uma baía.

Delta: sistema de deposição que ocorre na linha da costa, na qual os sedimentos são transporta- dos por um rio.

Estuário: embocadura de um rio no mar formado por uma única saída.

Costa: área limítrofe, sem largura definida, entre o ambiente terrestre e marinho.

Ilha: porção de terra firme cercada por água. Península: porção de terra cercada por água e ligada ao continente por uma estreita faixa de terra.

Cabo: faixa de terra que avança em direção ao mar.

Arquipélago: grupo ou cadeia de ilhas próximas entre si que apresentam origem e estrutura geológica semelhantes.

5. As estruturas geológicas do relevo brasileiro são muito antigas, pois, em geral, datam do período Pré-cambriano. Já as formas do relevo vêm sendo criadas e recriadas continuamente nos últimos milhões de anos por agentes externos, como água, ventos, chuvas, entre outros, sendo, portanto, bem mais recentes.

6. A ausência de movimentos orogênicos recentes (dobramentos modernos) associada à idade muito antiga do modelado brasileiro, já bem desgastado pelos processos erosivos.

7. Os planaltos são intensamente desgastados pela erosão, apresentando formações diversas como serras e chapadas. Já as planícies acumulam sedimentos de origem lacustre, fluvial ou marinha.

8. Os critérios são: morfoestrutural, que considera a origem geológica dos terrenos; critério morfoclimático, que considera a ação dos climas pretéritos; e critério morfoescultural, que considera a influência dos agentes erosivos externos.

9. a) A forma de relevo mais antiga são os planaltos brasileiros.

b) Por serem tão antigas, essas formações foram intensamente desgastadas pelos processos erosivos e possuem altitudes relativamente baixas.

10. Nos perfis topográficos, são representadas as formas de do terreno e altitudes e, nas cartas hipsométricas, é verificada, principalmente, a especialização da faixa de altitude em um terreno.

b) Segmento AB.

c) Os segmentos CD e EF.

11. 1-III; 2-IV; 3-I; 4-II;

domingo, 7 de junho de 2026

ATIVIDADE 13 - POPULAÇÃO MUNDIAL - 2° ANO ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 13
Objeto de Aprendizagem: População Mundial
Habilidades da BNCC: EM13CHS101 / EM13CHS202 / EM13CHS301 / EM13CHS401
Habilidades do ENEM: H1 / H3 / H5 / H6

ENTENDENDO OS NÚMEROS DA POPULAÇÃO MUNDIAL 

A demografia é a ciência que estuda a população humana, analisando aspectos como crescimento, distribuição, migração e estrutura etária. Esse campo é fundamental para compreender os desafios sociais e econômicos enfrentados pelos países. Por exemplo, segundo dados da ONU, a população mundial ultrapassou 8 bilhões de habitantes em 15 de novembro de 2022, marco chamado de “Dia dos 8 bilhões”. Esse crescimento reflete avanços em saúde, nutrição e expectativa de vida, mas também traz desafios relacionados à desigualdade e ao uso dos recursos naturais. Enquanto países como Índia e China são considerados muito populosos, com mais de um bilhão de habitantes cada, outros como Islândia ou Uruguai possuem números bem menores. No entanto, ser populoso não significa ser povoado: a China é populosa, mas sua densidade demográfica varia muito, já que grande parte da população se concentra em áreas urbanas próximas ao litoral, enquanto regiões interiores são pouco habitadas.

A densidade demográfica, calculada pela divisão da população total pela área do território, ajuda a entender essa diferença. Países como Bangladesh e Japão apresentam elevada densidade demográfica, pois possuem grandes populações em territórios relativamente pequenos. Já países como Canadá e Austrália têm baixa densidade, pois suas populações são pequenas em relação à vasta extensão territorial. Essa desigualdade na ocupação da superfície terrestre está ligada a fatores naturais, como clima e relevo, e também a fatores históricos e econômicos, como a industrialização e a urbanização. Regiões com solos férteis, clima favorável e infraestrutura desenvolvida tendem a atrair mais habitantes, enquanto áreas desérticas ou geladas permanecem pouco povoadas.

O crescimento populacional também está relacionado às taxas de natalidade e mortalidade. Nos países desenvolvidos, a natalidade é baixa devido ao acesso a métodos contraceptivos, maior inserção da mulher no mercado de trabalho e custos elevados para criar filhos. Já a mortalidade diminuiu em escala global graças aos avanços da medicina, saneamento básico e vacinação, o que ampliou a expectativa de vida. Esse processo é explicado pela transição demográfica, que descreve as fases pelas quais os países passam: da alta natalidade e mortalidade na fase inicial até a estabilização populacional em fases mais avançadas. Essa transição ajuda a entender por que países da Europa apresentam pirâmides etárias envelhecidas, enquanto países africanos ainda possuem bases largas, indicando altas taxas de natalidade.

Países com as maiores porcentagens populacionais do globo


Outro aspecto importante da demografia é a migração. A busca por melhores condições de vida, trabalho e segurança tem levado milhões de pessoas a migrarem, muitas vezes de forma clandestina. Isso gera problemas como o tráfico internacional de trabalhadores e a xenofobia, que é a aversão a estrangeiros, manifestada em discursos de ódio ou políticas restritivas. Esses fenômenos mostram como os números da população não são apenas estatísticas, mas refletem questões sociais profundas. Ao analisar pirâmides etárias, percebe-se que regiões desenvolvidas enfrentam o desafio do envelhecimento populacional, enquanto regiões menos desenvolvidas lidam com o rápido crescimento da juventude. Assim, a demografia se torna essencial para planejar políticas públicas e compreender as diferenças entre países e regiões.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU).

 

1- Defina o termo demografia.

2- Diferencie um país populoso de um país povoado. Dê exemplos.

3- Calcule em seu caderno a densidade demográfica dos seguintes países.


4- Dê exemplos de países com:

 a) baixa densidade demográfica;

 b) elevada densidade demográfica.

5- Descreva, de maneira sintética, os principais fatores que contribuíram para a distribuição desigual da população na superfície terrestre.

6- Que fatores levaram à diminuição das taxas de mortalidade e ampliaram o crescimento natural da população?

7- Taxa de natalidade baixa é uma das características da população de países desenvolvidos. Que fatores contribuem para tal situação?

8- Selecione três palavras-chave que sintetizem cada uma das fases da transição demográfica:

 a) Pré-transição ou fase

b) Fase Il.

c) Fase II.

d) Fase IV.

9- Aponte o fato que contribuiu para o aumento da imigração clandestina e descreva como ocorre o tráfico internacional de trabalhadores.

10- O que é xenofobia? Dê exemplos de como ocorre.

11- Analise os gráficos da população mundial a seguir.



a) Qual é a tendência explícita nas representações do total da população mundial, em relação às faixas de idade que compõem a base e o ápice das pirâmides?

b) Essa tendência se projeta de maneira semelhante para as regiões mais desenvolvidas e para as menos desenvolvidas, de acordo com as representações referentes a elas? Justifique sua resposta.

c) Que características demográficas e sociais refletem essas diferenças entre as populações dessas regiões?

12- Analise o texto e responda às questões.

Refugiados ambientais continuam sem reconhecimento da ONU

 No maior campo de refugiados no mundo, Dadaab, localizado no Quênia, vivem aproximadamente 440 mil pessoas e cerca de 1.500 novos refugiados chegam diariamente. Essa população parte em busca de comida e foge da pior seca dos últimos 60 anos. “Apesar do Direito Internacional Humanitário (DIH) atender às necessidades dessas vítimas, a Organização das Nações Unidas (ONU) resiste em ampliar o conceito de refúgio e englobar os refugiados ambientais, já que não reconhece “os fatores ambientais como motivação por si só para a concessão desse status”. A organização ressalta que “não há direitos formalmente garantidos para essa nova categoria, que ainda não é reconhecida pelo Direito Internacional”. De acordo com Marijane Vieira Lisboa, professora de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), não significa que a ONU não reconheça a existência de uma categoria com status de refugiado em função de questões ambientais. O Problema consiste em o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) não ter em seu mandato autorização para prestar ajuda a esse tipo de vítima. “Isso significa que não há recursos específicos para a ONU e, como esse é um grupo que tende a aumentar devido às mudanças climáticas e outros impactos ambientais, nós estamos, do ponto de vista de uma estrutura internacional, despreparados para lidar com essa categoria que cresce”. Segundo estudo da Universidade das Nações Unidas (UNU), o mundo tem 50 milhões de pessoas obrigadas a deixar seus lares, temporária ou definitivamente, por problemas relacionados ao meio ambiente. Uma conta que incluí não somente as vítimas de grandes desastres, mas também comunidades inteiras que estão sendo silenciosamente impeli- das a migrar devido a problemas como a degradação de solos e águas. Estimativas do CICV [Comitê Internacional da Cruz Vermelhal], por sua vez, mostram que hoje já há mais pessoas deslocadas por desastres ambientais do que por guerras.

a) A qual categoria de migrantes o texto se refere? Explique.

b) Quais justificativas são apontadas no texto para o não reconhecimento da ONU em relação a esse movi- mento migratório?

c) Pesquise, em jornais, revistas ou na internet, exemplos de movimentos migratórios relacionados a problemas ambientais.


GABARITO

 1. Demografia é o estudo geográfico da população que visa descrever, analisar e interpretar suas características, como sua distribuição, crescimento, composição étnica, estrutura etária e de gênero, as migrações, entre outras.

 2. Um país é populoso quando o seu número total de habitantes é elevado, como no caso do Brasil China, Índia. Um país é povoado quando apresenta densidade demográfica elevada, como constatado em Singapura, Bahrein e Japão.

 3. China: 145,9 habitantes/km2; França: 118,3 habitantes/km2; Nova Zelândia: 17,1 habitantes/km2.

 4. a) Possível resposta: Canadá, Austrália, Mauritânia. b) Estados Unidos, Índia, França.

 5. Entre os principais fatores estão os históricos, relacionados ao florescimento de civilizações milenares, como a chinesa e a hindu; os fatores econômicos, onde as regiões mais industrializadas e desenvolvidas do planeta são intensamente povoadas; os fatores naturais, em que regiões extremamente geladas das zonas polares e o vasto interior dos desertos áridos apresentam densidades demográficas muito baixas em virtude das limitações à ocupação humana.

 6. Entre os principais fatores estão a melhoria das condições sanitárias, com a ampliação da rede de esgoto e água tratada, a coleta de lixo, a expansão e melhoria dos serviços de saúde e dos avanços na medicina, com o desenvolvimento de vacinas e novos medicamentos, como a penicilina.

 7. Fatores como o aumento do custo de vida e de criação dos filhos, a maior propagação dos métodos contraceptivos, como pílulas anticoncepcionais, preservativos e métodos de esterilização, além do ingresso da mulher no mercado de. trabalho, levaram a uma diminuição significativa da taxa de natalidade. Em muitos países desenvolvidos, a queda foi tão acentuada que a população foi reduzida nos últimos anos.

 8. a) Fase ou pré-transição: mortalidade, doenças, baixo crescimento demográfico.

b) Fase Il: acelerado crescimento demográfico, queda da mortalidade e melhoria das condições médico sanitárias.

c) Fase II: declínio da natalidade, propagação de métodos contraceptivos, intensa urbanização.

d) Fase IV: redução das taxas de natalidade e mortalidade, países desenvolvidos, elevado grau de urbanização e desenvolvimento humano.

 9. O aumento dos fluxos migratórios em direção aos países mais desenvolvidos, provocado pelas crises econômicas e aumento da pobreza no mundo subdesenvolvido, combinado com a adoção de medidas que restringiram a entrada de imigrantes nos países ricos. Diante disso, surgiram quadrilhas especializadas no tráfico internacional de trabalhadores. Essas quadrilhas são formadas por agenciadores, pessoas que cobram um valor exorbitante do imigrante, mas sem qualquer garantia, para facilitar sua entrada clandestina no país desejado.

 10. É a expressão da aversão, antipatia ao estrangeiro, ao estranho. Ocorre com a atuação de ideais racistas, com ações de repúdio e, até mesmo, violentas, principalmente, contra imigrantes, negros, latinos e homossexuais.

 11. a) As pirâmides etárias do total da população mundial apresentam a tendência de diminuição da população de crianças e jovens, observada com o estreitamento da base, e o aumento da população de adultos e idosos, verificado com o aumento da porcentagem de suas respectivas faixas de idade.

b) Não. Enquanto nas regiões desenvolvidas as projeções apontam para a maioria da população idosa, com elevada expectativa de vida, nos menos desenvolvidos há a predominância da população de crianças e jovens.

c) Podemos citar as taxas de natalidade e mortalidade, a expectativa de vida, a renda e as atividades econômicas, além das condições de vida da população.

 12. a) Migração forçada, pois essa população se desloca devido às questões ambientais, como a seca.

b) A organização ressalta que não há direitos formalmente garantidos para essa nova categoria, que ainda não é reconhecida pelo Direito Internacional. O problema consiste no fato de alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) não ter em seu mandato autorização para prestar ajuda a esse tipo de vítima, ou seja, não há recursos específicos da ONU para lidar com essa categoria.

c) Resposta pessoal. As pesquisas podem estar relacionadas a estiagem e secas, inundações e elevação do nível do mar, à falta ou escassez de (água potável (superficial ou de aquíferos), a catástrofes naturais, como terremotos e tsunamis, a processos de erosão do solo e desertificação.

sábado, 30 de maio de 2026

ATIVIDADE 12 - IDH - 3° ANO ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 12
Objeto de Aprendizagem: IDH
Habilidades da BNCC: EM13CHS101 / EM13CHS202 / EM13CHS301 / EM13CHS401
Habilidades do ENEM: H1 / H3 / H5 / H6

O Brasil alcançou em 2024 sua melhor marca histórica no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), alcançando 0,805 e integrando pela primeira vez o grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”. O dado é o principal destaque do “Radar IDHM: evolução do Índice de Desenvolvimento Municipal e de seus componentes”, estudo lançado nesta terça-feira (26) na sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em Brasília (DF). O lançamento contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, do Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, do Representante Residente do PNUD no Brasil, Claudio Providas, e do secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), Lavito Bacarissa.

“Alcançar esse resultado positivo não é um acaso; é resultado de políticas públicas fortes e de um projeto de país inclusivo, com combate a desigualdades. Isso não nos deixa acomodados, e sim conscientes dos desafios que ainda temos pela frente”, destacou o ministro Boulos durante o evento.

O Radar IDHM analisa a evolução do desenvolvimento humano no Brasil ao longo de 13 anos, de 2012 a 2024, abrangendo o país, os 26 estados e o Distrito Federal. O índice subiu de 0,744 para 0,805 no período, mesmo diante do recuo registrado em 2020 e 2021 em decorrência da pandemia de Covid-19. Nos anos seguintes, o índice retomou a trajetória de crescimento acelerado, saltando de 0,788 em 2022 para 0,798 em 2023, até romper a barreira do muito alto desenvolvimento humano em 2024.


“Nos últimos anos, tivemos a conclusão de um processo de desenvolvimento em que se avançou no âmbito educacional. Tivemos um avanço na cobertura do SUS no país. Tivemos também um processo de distribuição de renda, muito vinculado às políticas de transferência de renda, de valorização real do salário mínimo e de programas sociais como o Bolsa Família. Esses dados atestam a eficácia de um programa como o Bolsa Família e do conjunto de políticas de assistência e desenvolvimento social no Brasil, que é uma política modelo em nível internacional”, complementou Boulos.

O IDHM é composto por três eixos: longevidade, medida pela expectativa de vida ao nascer; educação, avaliada pelo nível de escolaridade da população adulta; e renda, calculada a partir da renda domiciliar per capita; e tem como diferencial levar os dados à escala municipal. Os maiores avanços proporcionais no período foram registrados em estados do Nordeste: Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte lideraram o crescimento do IDHM entre 2012 e 2024, consolidando uma tendência de redução das desigualdades regionais.

“Pela lente do IDHM, o resultado desse relatório significa dados positivos: as capacidades básicas de saúde têm sido atendidas para a maioria da população e os indicadores de educação têm avançado em uma velocidade três vezes maior do que o observado no início da série, o que se dá sobretudo pelo avanço da população negra no país e como reflexo dos programas de renda mínima que permitem que famílias de renda mais baixa continuem tendo acesso à escolaridade”, analisou a economista-chefe e coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD, Betina Barbosa.

O Radar também aponta que a população negra registrou crescimento do IDHM de 10,3% no período, ritmo quase duas vezes maior que o da população branca (5,5%), reduzindo a distância entre os grupos de 14% para 9%. Ainda assim, o IDHM da população branca (0,851) permanece uma faixa acima do da população negra (0,774) na escala do PNUD.

“Temos dados bons e dados desafiadores, mas esses desafios são desafios de um país maduro. O país estaria com o IDHM bem mais alto se não fosse pela crise sistêmica da Covid, que afetou principalmente o eixo de longevidade”, complementou Betina.

O lançamento do Radar IDHM reforça o alinhamento entre os avanços mensurados pelo índice e os compromissos do Brasil com a Agenda 2030 das Nações Unidas. “O Relatório Nacional Voluntário que será apresentado no Fórum Político de Alto Nível em julho está em linha com o Radar IDHM, indicando que as políticas públicas trazem resultados substanciais para os três eixos do IDHM. O IDHM se torna mais um indicador importante que qualifica e fortalece o nosso trabalho para transformar a Agenda 2030 em políticas públicas e programas sociais”, reforçou o secretário-executivo da CNODS, Lavito Bacarissa.

Fonte: Gov.br

1 – Analise o texto e identifique qual foi o principal fator que permitiu ao Brasil alcançar, em 2024, o grupo de países com muito alto desenvolvimento humano segundo o IDHM. 

A) A ausência de desigualdades regionais. 

B) O crescimento econômico sem políticas sociais. 

C) A combinação de políticas públicas voltadas para educação, saúde e renda. 

D) A redução da participação do Estado na economia. 

E) O aumento exclusivo da expectativa de vida. 

 

2 – Compare os avanços regionais descritos no texto e assinale a alternativa que melhor caracteriza o papel do Nordeste na evolução do IDHM entre 2012 e 2024. 

A) Manteve índices estáveis sem grandes mudanças. 

B) Apresentou os maiores avanços proporcionais, reduzindo desigualdades regionais. 

C) Teve queda contínua nos indicadores de educação e saúde. 

D) Foi a região com menor crescimento em renda domiciliar per capita. 

E) Não foi contemplado nos dados do Radar IDHM. 

 

3 – Relacione os três eixos que compõem o IDHM com os exemplos citados no texto e assinale a alternativa correta. 

A) Longevidade – Bolsa Família; Educação – expectativa de vida; Renda – escolaridade da população adulta. 

B) Longevidade – expectativa de vida; Educação – escolaridade da população adulta; Renda – aumento da empregabilidade.

C) Longevidade – programas sociais; Educação – SUS; Renda – políticas de saúde. 

D) Longevidade – distribuição de renda; Educação – salário mínimo; Renda – políticas públicas. 

E) Longevidade – crescimento econômico; Educação – políticas ambientais; Renda – exportações. 

 

4 – Interprete os dados sobre desigualdade racial apresentados no texto e assinale a alternativa que melhor expressa a tendência observada entre 2012 e 2024. 

A) A população negra manteve índices inferiores sem avanços significativos. 

B) A população branca teve crescimento proporcional maior que a negra. 

C) A população negra apresentou crescimento mais acelerado, reduzindo a distância em relação à população branca. 

D) A desigualdade racial aumentou, ampliando a diferença entre os grupos. 

E) Não houve diferença entre os índices da população negra e branca. 

 

5 – Localize no contexto da Agenda 2030 a relação entre o Radar IDHM e os compromissos internacionais do Brasil. 

A) O Radar IDHM não tem relação com a Agenda 2030. 

B) O Radar IDHM reforça somente os compromissos ambientais da Agenda 2030. 

C) O Radar IDHM fortalece o alinhamento das políticas públicas brasileiras com os objetivos de desenvolvimento sustentável. 

D) O Radar IDHM substitui os indicadores internacionais da ONU. 

E) O Radar IDHM é voltado exclusivamente para medir o crescimento econômico. 

 

6- O texto destaca que o Brasil alcançou em 2024 o grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Analise criticamente quais fatores estruturais podem ter contribuído para esse avanço e explique como eles se relacionam com políticas públicas de longo prazo. 

 

7- A pandemia de Covid-19 provocou recuos no IDHM em 2020 e 2021, especialmente no eixo da longevidade.


Explique como crises sanitárias globais podem impactar indicadores sociais e discuta a importância da resiliência das políticas públicas diante desses desafios. 


8- Observe a imagem.


Palafitas no estado do Maranhão, o último lugar no ranking do IDH do Brasil.

O Radar IDHM mostra que estados do Nordeste lideraram os avanços proporcionais entre 2012 e 2024. Avalie como esse resultado pode contribuir para a redução das desigualdades regionais históricas no Brasil e quais obstáculos ainda precisam ser superados para consolidar esse processo. 

9- O relatório aponta que a população negra teve crescimento proporcional maior no IDHM em relação à população branca, embora ainda exista diferença entre os grupos. Discorra como esse dado reflete avanços sociais e, ao mesmo tempo, revela persistências de desigualdades estruturais no país. 

10- O gráfico presente no texto, mostra a evolução dos três componentes do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) no Brasil: longevidade, educação e renda. Observa-se que, apesar de oscilações, todos os indicadores tiveram crescimento no período, com destaque para a educação, que apresentou avanço mais acelerado. Considerando os dados e o contexto socioeconômico brasileiro, qual interpretação é mais adequada? 

A) O avanço da educação foi resultado exclusivo da expansão do ensino superior privado. 

B) O IDHM brasileiro manteve-se estagnado entre 2012 e 2024, sem mudanças significativas. 

C) A renda apresentou crescimento contínuo e sem oscilações, indicando estabilidade econômica. 

D) A longevidade foi o eixo que mais cresceu proporcionalmente, superando os avanços educacionais. 

E) A queda na longevidade em 2020 e 2021 reflete os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a expectativa de vida. 

 

Gabarito Comentado

1 – C. O texto destaca que o avanço do Brasil no IDHM foi resultado da combinação de políticas públicas em educação, saúde e renda. 

Distratores: 

A) Erro: ainda existem desigualdades regionais. 

B) Erro: houve políticas sociais, não apenas crescimento econômico. 

D) Erro: o Estado teve papel ativo. 

E) Erro: não foi apenas expectativa de vida, mas os três eixos. 

 

2 – B. O Nordeste apresentou os maiores avanços proporcionais, reduzindo desigualdades regionais. 

Distratores: 

A) Erro: houve avanços significativos. 

C) Erro: indicadores de educação e saúde cresceram. 

D) Erro: não foi a região com menor crescimento. 

E) Erro: o Nordeste foi citado como destaque. 

 

3 – B. Os três eixos do IDHM são longevidade (expectativa de vida), educação (escolaridade da população adulta) e renda (renda domiciliar per capita). 

Distratores: 

A) Erro: confusão entre os indicadores. 

C) Erro: mistura programas sociais com eixos. 

D) Erro: salário mínimo e políticas públicas não são eixos. 

E) Erro: exportações e políticas ambientais não fazem parte do cálculo. 

 

4 – C. A população negra apresentou crescimento mais acelerado, reduzindo a distância em relação à população branca. 

Distratores: 

A) Erro: houve avanços significativos. 

B) Erro: crescimento proporcional foi maior entre negros. 

D) Erro: desigualdade diminuiu, não aumentou. 

E) Erro: ainda há diferença entre os índices. 

5 – C. O Radar IDHM fortalece o alinhamento das políticas públicas brasileiras com os objetivos da Agenda 2030. 

Distratores: 

A) Erro: há relação direta com a Agenda 2030. 

B) Erro: não se limita ao aspecto ambiental. 

D) Erro: não substitui indicadores da ONU, apenas complementa. 

E) Erro: não é exclusivo para crescimento econômico. 

6- O avanço do Brasil no IDHM está ligado a políticas públicas consistentes em educação, saúde e renda, como a ampliação da cobertura do SUS, valorização do salário mínimo e programas de transferência de renda. Esses fatores estruturais criam condições para reduzir desigualdades e melhorar indicadores sociais de forma duradoura. 

7- Crises sanitárias globais, como a Covid-19, impactam diretamente a expectativa de vida e a qualidade dos serviços de saúde, afetando o eixo da longevidade. A resiliência das políticas públicas é essencial para garantir que os avanços não sejam perdidos em momentos de crise, mantendo a proteção social e a capacidade de resposta do Estado.

8- O crescimento proporcional do IDHM no Nordeste contribui para reduzir desigualdades regionais históricas, mostrando que políticas de inclusão podem ter efeitos positivos. No entanto, obstáculos como infraestrutura precária, desigualdade de acesso a serviços e vulnerabilidade econômica ainda precisam ser enfrentados para consolidar esse processo. 

9- O maior crescimento proporcional do IDHM da população negra reflete avanços em políticas de inclusão e acesso à educação e saúde. Contudo, a diferença ainda existente em relação à população branca evidencia desigualdades estruturais persistentes, ligadas ao racismo histórico e às barreiras socioeconômicas que limitam oportunidades. 

10- Alternativa correta: B.

A) Distrator: o avanço educacional foi resultado de múltiplas políticas públicas, não apenas da expansão do ensino superior privado. 

B) Distrator: o IDHM cresceu de forma significativa, passando de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024. 

C) Distrator: a renda apresentou oscilações, com queda em 2021 e retomada posterior. 

D) Distrator: a educação foi o eixo com maior crescimento proporcional, não a longevidade. 

E) Correto: a queda na longevidade em 2020 e 2021 está diretamente ligada aos efeitos da pandemia sobre a expectativa de vida. 

sábado, 2 de maio de 2026

ATIVIDADE 10 - GLOBALIZAÇÃO - 3° ANO ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 10
Objeto de Aprendizagem: Globalização
Habilidades da BNCC: EM13CHS101 / EM13CHS102 / EM13CHS201 / EM13CHS202 / EM13CHS301 / EM13CHS401
Habilidades do ENEM: H1 / H3 / H4 / H5 / H6 / H7 / H8 / H9 / H10

GLOBALIZAÇÃO E OS NOVOS CAMINHOS DA ECONOMIA MUNDIAL

A globalização é um processo que transformou profundamente o mundo nas últimas décadas, aproximando países e sociedades por meio da economia, da tecnologia e da cultura. Esse fenômeno foi favorecido por condições como o avanço dos meios de transporte, que encurtaram distâncias, e das telecomunicações, que permitiram a circulação rápida de informações. Além disso, o crescimento do comércio internacional e a expansão do capitalismo criaram uma rede de interdependência entre nações, fazendo com que decisões tomadas em um país impactassem diretamente outros lugares do planeta. Hoje, é impossível pensar em economia ou política sem considerar esse cenário global.

A chamada Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científica, está diretamente ligada à globalização. Ela trouxe inovações como a informática, a biotecnologia e a automação, que revolucionaram a produção industrial e os serviços. Essas tecnologias permitiram maior integração entre mercados e empresas, além de facilitar a criação de multinacionais que atuam em diversos países. O resultado foi o “encurtamento” das distâncias, já que a comunicação digital e o transporte moderno tornaram o mundo mais conectado, permitindo que produtos, capitais e informações circulem em tempo real.

Fonte: Globalização Mapas Mentais - Geografia - Mental Maps Brasil

Com a expansão do capitalismo e o fortalecimento do comércio internacional, a atividade industrial passou por grandes mudanças. As empresas multinacionais passaram a instalar fábricas em países subdesenvolvidos, aproveitando vantagens como mão de obra barata, incentivos fiscais e acesso a novos mercados consumidores. No entanto, seus investimentos não se limitam ao setor secundário, mas também se estendem ao setor terciário, como bancos, tecnologia da informação e serviços de saúde. Essa estratégia amplia o poder das multinacionais e aumenta sua capacidade de enfrentar a concorrência global, utilizando práticas como fusões, aquisições e formação de grupos econômicos.

Nesse contexto, surgem diferentes formas de organização empresarial. O cartel ocorre quando empresas do mesmo setor combinam preços ou produção para reduzir a concorrência. O truste é a fusão de várias empresas em uma só, controlando grande parte do mercado. Já a holding é uma empresa que administra e controla outras, formando grupos econômicos complexos. Essas práticas mostram como o capitalismo busca constantemente novas formas de ampliar lucros e dominar mercados, influenciando diretamente os fluxos de capitais. Os fluxos produtivos são aqueles destinados a investimentos em fábricas, infraestrutura e geração de empregos, enquanto os especulativos envolvem movimentações financeiras rápidas, como compra e venda de ações, que podem gerar instabilidade econômica.

Portanto, compreender a globalização é entender como o mundo se tornou interligado e como as transformações tecnológicas e econômicas moldam nossa realidade. Esse processo trouxe benefícios, como maior acesso a produtos e informações, mas também desafios, como a concentração de poder nas mãos de grandes empresas e a dependência tecnológica dos países subdesenvolvidos. Para os estudantes de Geografia, analisar a globalização é essencial para perceber como o espaço geográfico se reorganiza e como as relações econômicas e sociais se tornam cada vez mais complexas em escala mundial. 

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU) e Banco Mundial.

1. Que condições favoreceram o avanço da globalização?

2. Estabeleça a relação entre a Terceira Revolução Industrial e o processo de globalização.

3. Qual é a relação entre os avanços tecnológicos e o “encurtamento” das distâncias?

4. Quais foram as mudanças ocorridas na atividade industrial com a expansão do capitalismo no mundo e o crescimento do comércio internacional?

5. Além dos domínios de novos mercados, cite algumas das vantagens encontradas nos países subdesenvolvidos pelas em- presas multinacionais.

6. Atualmente, os investimentos das empresas multinacionais estão voltados apenas para o setor secundário nos países subdesenvolvidos. Esta frase está correta? Explique sua resposta.

7. Quais as estratégias adotadas pelas multinacionais para enfrentar a concorrência?

8. Diferencie os termos abaixo:

a) Cartel

b) Truste

c) Holding.

9. Sobre fluxos de capitais, responda.

a) O que são fluxos de capitais produtivos?

b) O que são fluxos de capitais especulativos?

10. Analise o mapa e o gráfico e responda às questões.


a) A face da globalização representada no mapa e no gráfico acima, caracteriza-se como algo homogêneo entre os países do mundo? Justifique sua resposta.

b) A Índia apresenta um dos maiores grupos de usuários da internet. Isso significa dizer que a internet é acessível a grande parte da população indiana? Justifique sua resposta. Analise esses dados nos demais países representados.

c) Que contradições existem entre a expressão “aldeia global” original, concebida por Marshall McLuhan, e a realidade da globalização atual? Utilize o exemplo do mapa da página ao lado para compor sua resposta.

11. Leia o texto e responda às questões.

Quando ouvimos a palavra “Rolls-Royce” imediatamente pensamos num automóvel de luxo feito a mão, com um motorista uniformizado na direção e um casal muito bem vestido no assento traseiro. E se eu dissesse agora que a Rolls-Royce nem sequer fabrica mais automóveis (essa parte da empresa foi vendida em 1972 e a BMW adquiriu a licença para usar a marca em 1998); que a metade da renda da companhia provém de serviços, e que em 1990 todos os seus empregados estavam na Grã-Bretanha e hoje 40% estão baseados fora do Reino Unido, integrados a uma operação global, que se espalha da China a Singapura, à Índia, à Itália, à Espanha, à Alemanha, ao Japão e até à Escandinávia? Há muito tempo chegamos à conclusão de que não podíamos ser simplesmente uma firma britânica - disse-me Sir John Rose, principal executivo da Rolls-Royce numa entrevista. O Reino Unido é um mercado muito pequeno. No final dos anos 80, 60% de nossos negócios eram produtos militares [especialmente motores a jato] e nosso principal cliente era o governo de sua Majestade. Mas precisávamos expandir nossa atuação a um nível mundial, e para isso tínhamos de reconhecer que o maior cliente para qualquer produto nosso seriam os Estados Unidos, e também precisávamos ter êxito em mercados não relacionados a produtos militares. Assim, transformamo-nos em uma firma de tecnologia (especializada em) sistemas de propulsão. Atualmente a competência essencial da Rolls-Royce é a fabricação de turbinas a gás para aviões civis e militares, helicópteros e navios, e para as indústrias de geração de energia a gás ou óleo. Seus clientes estão em 120 países e a companhia emprega cerca de 35 mil pessoas, mas somente 21 mil estão no Reino Unido, sendo o restante parte de uma rede global de funcionários nos setores de pesquisas, serviços e manufaturas.


a) Qual é o país de origem da empresa Rolls-Royce? E, de acordo com o texto, quais e quantos são os países em que ela atua?

b) Cite dois exemplos em que o texto evidencia a fragmentação da produção da empresa Rolls-Royce.

c) As razões que levaram a Rolls-Royce à fragmentação de seu processo produtivo foram semelhantes às razões de muitas outras multinacionais. Cite as vantagens obtidas pelas multinacionais com a fragmentação do processo produtivo.


GABARITO

1. A expansão e a hegemonia do capitalismo no mundo levaram a uma fase marcada por progressos técnicos e científicos e proporcionaram o desenvolvimento das tecnologias da informação, que, aliadas à expansão crescente dos fluxos comerciais proporcionada pelo desenvolvimento de meios de transportes cada vez mais eficientes, criaram as condições necessárias para o avanço da globalização.

2. O desenvolvimento científico e tecnológico nos países mais ricos culminou na Terceira Revolução Industrial, atingindo diversas áreas do conhecimento, principalmente as tecnologias da informação. Aliado à expansão dos fluxos comerciais e dos meios de transporte, esse processo permitiu a integração cada vez maior do espaço mundial, proporcionada pela crescente circulação de mercadorias, informações e pessoas e criando as condições necessárias para o avanço da globalização.

3. Os avanços tecnológicos dos meios de transporte e de comunicação tornaram os deslocamentos mais rápidos e eficientes, diminuindo o tempo gasto nas viagens, ou seja, tornando possível percorrer longas distâncias em poucas horas. Além disso, as novas tecnologias de telecomunicações acabaram permitindo a troca acelerada e quase instantânea de informações no mundo todo, que, incorporadas ao nosso cotidiano, acabam interferindo na percepção do espaço e do tempo.

4. Houve a dispersão da atividade industrial pelo mundo com as multinacionais, que passaram a desenvolver suas atividades em diversos países, sobretudo nos subdesenvolvidos, em razão das inúmeras vantagens e também para conquistar novos mercados.

5. Entre as principais vantagens encontradas pelas multinacionais nos países subdesenvolvidos, destacam-se: o baixo custo da mão de obra, a disponibilidade de matérias-primas a baixos Custos, a existência de legislações trabalhistas e ambientais menos rígidas, a presença de grandes mercados consumidores, a liberdade para remeter os lucros às matrizes no país de origem, a concessão de incentivos fiscais, como a redução ou isenção de impostos.

6. Não, pois a partir da década de 1970 o processo de expansão das multinacionais entrou em uma fase marcada pela diversificação dos investimentos em outros setores da economia, como o de serviços (bancos, corretoras, financeiras, seguradoras), de comércio atacadista e varejista (redes de lanchonetes, hipermercados, lojas de departamentos), de infraestrutura (geração de energia, construção) e também do setor agropecuário.

7. As grandes corporações multinacionais passaram a adotar estratégias como: a informatização; a automação e a robotização do processo produtivo, para ampliar a produtividade e diminuir os custos com mão de obra; a otimização dos processos de produção e a implantação de novos métodos de trabalho para eliminar o desperdício; a melhoria da qualidade dos produtos e ser- viços; os investimentos em propaganda e marketing; a redução dos estoques. Além disso, também passaram a formar os monopólios e oligopólios em suas mais diversas variações.

8. a) Cartel: ocorre quando empresas concorrentes fazem acordos para dominar o mercado de determinado produto, eliminam outros concorrentes e aumentam o preço dos produtos para ampliar os seus lucros.

b) Truste: ocorre pela fusão ou incorporação de empresas que atuam em um mesmo setor de atividade e que abrem mão de sua independência legal para se tornar uma única organização, com o intuito de dominar o merca- do de produtos ou serviços em que operam.

c) Holding: tipo de empresa criada com a finalidade exclusiva de controlar e administrar um conglomerado de empresas, chamadas subsidiárias, que pertencem a um determinado grupo econômico.

9. a) São investimentos que se instalam no território de determinado país visando lucros com a prestação de serviços e outras atividades produtivas.

b) São investimentos que buscam apenas a obtenção de vantagens a curto prazo, em razão de determinadas oportunidades oferecidas pelo mercado, como ocorre com o dinheiro do exterior que entra na bolsa de valores.

10. a) Não, pois o número de usuários e a porcentagem da população que utiliza a internet são maiores nos países desenvolvidos, o que evidencia as disparidades de acesso à rede entre os países.

b) Na Índia, embora o número de usuários da internet seja significativo, a porcentagem da população que a utiliza é baixa, aproximada- mente 18%, lembrando que esse é o segundo país mais populoso do mundo. No Reino Unido, por exemplo, aproximadamente 92% de sua população utiliza a internet, o que de- monstra a disponibilidade e disseminação desse serviço no país.

c) A contradição se deve ao fato de o termo al- deia global original se referir a uma população mundial interligada e participativa, o que na realidade não existe, pois uma imensa parcela dessa população, sobretudo aquela que vive nas regiões mais pobres do globo, encontra-se totalmente excluída dos benefícios tecno- lógicos trazidos pela globalização. Com base no mapa, observa-se a disparidade da porcentagem da população que utiliza a internet entre Índia, Indonésia e Reino Unido, por exemplo. Logo, verifica-se também a diferença da porcentagem de usuários de internet entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos.

11. a) A Rolls-Royce tem origem britânica, mas deixou de fabricar na Inglaterra após a sua venda, em 1972.

Atualmente suas atividades são desenvolvidas na China, Singapura, Índia, Itália, Espanha, Alemanha, Japão e Escandinávia.

b) A companhia emprega cerca de 35 mil pessoas, mas somente 21 mil estão no Reino Unido. Metade da renda da Rolls-Royce provém de negócios fora do Reino Unido.

c) Entre as vantagens estão: a diminuição dos custos operacionais de produção, a ampliação dos lucros e o direcionamento de parcelas específicas de suas atividades produtivas para os lugares do mundo em que as condições econômicas são mais vantajosas.

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