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sábado, 21 de agosto de 2021

O LUGAR ONDE VIVO

FONTE DA IMAGEM: https://agenciapara.com.br/midias/2021/grandes/up_ag_26207_b67fed6a-3f56-fad5-38ec-affe32c3edab.jpg

"A oportunidade faz o ladrão". Esse aforismo que permeia o ideário popular mostra-se incoerente diante da realidade paraipabense. A melhor colocação dessa frase seria: "a ausência de oportunidade faz o ladrão", pois admite-se, assim, a fragilidade com que as políticas públicas - ou a inexistência delas - vigora diante desse quadro que, por lógica consequência fortalece, alicerça e reitera a crescente adesão dos jovens ao, infeliz, mundo do crime.

O lugar onde vivo me obriga a ver antigos colegas de classe envolvendo-se com caminhos distantes do que eu busco seguir. E, com essa fala, não busco ser o termômetro entre o certo e o errado, jamais, mas tento expor o que a falta de oportunidade de trabalho e de perspectiva de vida pode provocar. Sendo assim, a falta de uma instrução somado ao não inecntivo, que deveria ser promovida pela família, corrobora para ampliação das lacunas que são as desigualdades sociais. Sejamos francos, você acredita que uma pessoa que vive em condições de não segurança, de não oportunidade e de espelhamento de realidades análogas ao  desamparo social, terão garantia de que poderão ascender nas mesmas proporções que aqueles que vivem sob um cenário de condições contrárias a essa? A resposta é óbvia, e por ser tão óbvia e não haver assistência suficiente para mitigar essa situação-problema é que assusta.

Se não houverem políticas públicas capazes de reverter esse quadro, o status quo se reproduzirá ao longo das gerações.

Dessa forma, para a construção de uma sociedade justa e equânime, alguns agentes externos devem exercer sobre um indivíduo um efeito promotor de mudança de perspectiva.

Para tanto, a educação não pode ser apenas responsável pela formação acadêmica, dado sua importante função social de descontrução de desigualdades baseada em um ensino reparador, que confere autonomia, justiça social e, por conseguinte, a equidade. Sendo assim, a relação escola-indivíduo deve atuar encorajando o sujeito a ampliar sua visão de mundo e busca de novas oportunidades.

Sendo assim, é preciso, urgentemente, ofertar oportunidades, sejam de trabalho ou de aprendizagem, para que a criminalidade em função das desigualdades possa ser minimizada no lugar onde vivo.

Por Victor Hugo Barbosa Batista

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