segunda-feira, 21 de julho de 2025

Atividade 23 de Geografia - Ensino Médio - Comércio Internacional e Blocos Econômicos

 

ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 23

Objeto de Aprendizagem: Comércio Internacional e Blocos Econômicos.

 

Objetivos:

• Reconhecer e compreender as mudanças ocorridas no comércio internacional diante da globalização. 

• Identificar as relações comerciais existentes entre os países. 

• Analisar a distribuição espacial e os fluxos do comércio mundial. 

• Diferenciar os tipos de integração regional. 

• Conhecer e analisar as principais características de alguns blocos econômicos, assim como alguns de seus desafios.


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1. Qual foi a atuação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) no período pós-guerra?

 

2. Caracterize o multilateralismo comercial.

 

3. Cite alguns fatores que favoreceram a expansão do comércio internacional.

 

4. Quais os três principais eixos de circulação do comércio mundial? Quais as vantagens dessas economias em relação aos países subdesenvolvidos?

 

5. Cite algumas medidas comerciais que provocam distorções nas relações comerciais entre alguns países.

 

6. Explique os motivos que levaram à formação dos blocos econômicos. Qual é o objetivo dos países com essa formação?

 

7. Caracterize os diferentes tipos de integração regional:

a) Área de livre-comércio;

b) União aduaneira;

c) Mercado comum;

d) União econômica e monetária.

 

8. Quais os objetivos econômicos e políticos da criação da União Europeia?

 

9. Quais são as diferenças, do ponto de vista político e econômico, entre o Nafta a União Europeia?

 

10. Cite as consequências da transição das economias socialistas para o capitalismo nos países da Comunidade dos Estados Independentes (CE).

  

11. Leia o texto a seguir e responda às questões.

 

Mercosul: uma trajetória de 25 anos

 

Em 2016 o Mercosul completa 25 anos de existência, nos quais pouco se caminhou no sentido de atingir o objetivo de tornar-se um bloco de integração plena. O texto a seguir retrata alguns aspectos dessa trajetória. As últimas decisões importantes tomadas no Mercosul ocorreram entre 2004 e 2006, quando se incluiu como prioridade na agenda o tema das assimetrias e se aprovou a criação do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul, o Focem. Em 2007 foi criado o Grupo de Integração Produtiva e registraram-se avanços político-institucionais com a criação do Instituto Social e a adoção de medidas sobre vários temas sociais e políticos. Em 2012/13 o bloco viveu momentos difíceis, detonados pelo golpe parlamentar no Paraguai. O Estado paraguaio foi suspenso e a Venezuela teve seu ingresso aprovado. Em agosto de 2013 o quadro aparentemente se normalizou. A verdade é que os avanços anunciados há uma década não se transformaram em políticas e ações concretas. As tentativas de inserir as pequenas e médias empresas nas cadeias produtivas não contaram com os investimentos necessários das empresas líderes e nem com maiores esforços dos governos. E nos últimos 10 anos, com o aumento da abertura, o cresci- mento das importações (principalmente de peças e partes) e a ida de empresas multinacionais brasileiras para fora - América do Sul e inclusive China - muitas cadeias de produção no Brasil estão internacionalizadas e as vendas aos vizinhos não têm muito por onde crescer. Inclusive grandes empresários brasileiros e dos demais países hoje consideram mais interessante que o Mercosul retroceda e se mantenha como área de livre-comércio e não avance para consolidar uma União Aduaneira. O patrimônio do Mercosul é grande em matéria de instrumentos, institutos, fóruns e decisões nesses campos. Mas quanto em matéria de esforço político e de recursos é destinado por nossos governos para que esses instrumentos tenham papel de destaque? As decisões nesse campo dificilmente ultrapassam a retórica.

 

a) De acordo com o texto, após 25 anos o Mercosul não passou por grandes mudanças desde que começou a vigorar. Cite um trecho do texto que exemplifica essa afirmação.

b) Segundo o texto, o que impede o fortalecimento do Mercosul como bloco econômico?

c) De acordo com o que você estudou, que tipo de integração regional caracteriza o Mercosul?

 

 

GABARITO

 

1. O Banco Mundial e o FMI foram criados para assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro internacional, fornecendo assistência técnica e ajuda financeira direta aos países por meio da concessão de empréstimos.

2. O multilateralismo comercial visa combater práticas protecionistas e promover a liberalização do comércio internacional, apoiando-se em princípios que proíbem qualquer tipo de discriminação, vantagem ou privilégio envolvendo tarifas aduaneiras entre seus signatários.

3. A expansão das empresas multinacionais pelo mundo foi beneficiada por medidas como: a redução das barreiras tarifárias; a harmonização da política aduaneira; a derrubada de inúmeras medidas protecionistas, como a cobrança de altas taxas de importação, que visavam proteger certos mercados e dificultavam a expansão das trocas comerciais; e a ampliação do setor produtivo nos países mais desenvolvidos e industrializados.

4. De maneira geral, o comércio mundial se estrutura em torno de três eixos principais de circulação: os Estados Unidos e o Canadá, na América do Norte; a União Europeia; e os países asiáticos, com destaque para o Japão, a China e os Tigres Asiáticos (Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura). Esses países têm como vantagens as trocas comerciais, que acontecem com maior intensidade, além do fato de liderarem o comércio de produtos avançados tecnologicamente e, portanto, de elevado valor agregado. Já a grande maioria dos países subdesenvolvidos depende, basicamente, da exportação de matérias-primas básicas (gêneros agropecuários, recursos minerais e energéticos) de menor valor agregado.

5. Entre essas principais medidas que provocam distorções estão: a imposição de cotas, que imita a quantidade do produto a ser importado; o dumping, que é a venda de mercadorias a preços menores que o seu custo com a finalidade de eliminar os concorrentes; os subsídios financeiros, a fim de tornar determinados setores mais competitivos no mercado; as barreiras fitossanitárias, que instituem normas rígidas principalmente sobre os produtos agropecuários; as barreiras administrativas, que são as normas e exigências técnicas; e as taxas de câmbio, reguladas pela política monetária e que podem desvalorizar a moeda nacional a fim de tornar os produtos importados mais caros ao consumidor.

6. A formação dos blocos econômicos busca ampliar a participação dos países-membros no comércio mundial, sobretudo com o aumento de suas exportações. Para tanto, os acordos comerciais e econômicos firmados entre os países, como a redução ou eliminação das tarifas alfandegárias, a uniformização de políticas monetárias e financeiras, a desburocratização do setor aduaneiro, entre outros, procuram facilitar o fluxo e a circulação de mercadorias, serviços e capitais entre os parceiros do bloco. Tal estratégia atende às necessidades de acumulação de capital inerentes à expansão das economias capitalistas.

7. a) Em uma área de livre-comércio, os países eliminam progressivamente as tarifas alfandegárias para estimular os fluxos de comércio e investimentos entre si. No entanto, cada país do bloco tem autonomia para conservar sua política tarifária em relação aos países que não pertencem ao bloco.

b) Em uma união aduaneira, além do livre-comércio estabelecido pela eliminação das barreiras alfandegárias, os países também adotam uma tarifa externa comum (TEC), cobrando os mesmos impostos e taxas alfandegárias sobre os produtos importados de países de fora do bloco.

c) Além do livre-comércio de mercadorias e serviços, o mercado comum também estabelece a livre movimentação de capitais (investimentos) e de pessoas (trabalhadores) entre os países-membros.

d) A união econômica e monetária é o estágio mais avançado de integração regional, cujo funcionamento prevê a adoção de uma moe- da única e de um Banco Central, além da criação de instituições, como tribunais de justiça e de contas, conselhos de ministros, parlamentos, entre outros, e a padronização de políticas econômicas e monetárias necessárias para garantir, entre os países-membros, níveis compatíveis de inflação, taxas de juros, déficits públicos etc.

8. O objetivo da criação da União Europeia foi o de promover a recuperação econômica dos países- -membros que haviam sido devastados pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Do ponto de vista político, sua criação buscou deter o crescente avanço da influência estadunidense, ocorrida com a implantação do Plano Marshall, e, ao mesmo tempo, impedir o eminente avanço do socialismo no Leste Europeu.

9. O Nafta foi criado com o objetivo de fortalecer à economia da União Europeia e foi alcançado graças ao processo de integração ocorrido na- quele continente. Ao contrário do bloco europeu, que caminha para uma integração política e econômica completa, o Nafta se restringe a um acordo comercial, não prevendo o avanço para uma união aduaneira ou um mercado comum, como ocorre na União Europeia.

10. Durante o processo de transição para a economia capitalista de mercado, os novos países da CEI sofreram forte desaceleração da economia. Isso ocorreu em razão da crise que surgiu com a transição político-econômica, tendo como consequência o aumento do endividamento externo, do desemprego, da inflação e a decadência de outros indicadores sociais, como o aumento da pobreza e da concentração de renda.

11. a) “A verdade é que os avanços anunciados há uma década não se transformaram em políticas e ações concretas”. “As decisões nesse campo [esforço político) dificilmente ultrapassam a retórica”.

b) Atualmente o Mercosul consiste em uma união aduaneira, em que os países-membros definem uma tarifa externa comum (TEC).

c) As “assimetrias” significam as grandes diferenças econômicas entre os países-membros. A dívida externa, o desemprego e a inflação são problemas que afetam de maneira diferente os países do bloco. Alguns países, por exemplo, possuem altas taxas de desemprego e inflação, enquanto outros têm maior endividamento externo.

 


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Atividade 22 de Geografia - Ensino Médio - Globalização

 

ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 22

Objeto de Aprendizagem: Globalização

 

Objetivos:

• Compreender o que é globalização. 

• Relacionar os aspectos da atual fase da globalização com o desenvolvimento do capitalismo. 

• Refletir sobre a relação espaço-temporal característica da atual fase da globalização (avanço tecnológico permitindo o encurtamento entre distâncias). 

• Identificar as multinacionais e o processo de fragmentação da produção como algumas das principais características da globalização econômica. 

• Analisar as conexões do mundo por fluxos e redes. 

• Reconhecer a existência dos fluxos de pessoas, mercadorias, informações e capitais no atual mundo globalizado.

 

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1. Que condições favoreceram o avanço da globalização?

 

2. Estabeleça a relação entre a Terceira Revolução Industrial e o processo de globalização.

 

3. Qual é a relação entre os avanços tecnológicos e o “encurtamento” das distâncias?

 

4. Quais foram as mudanças ocorridas na atividade industrial com a expansão do capitalismo no mundo e o crescimento do comércio internacional?

 

5. Além dos domínios de novos mercados, cite algumas das vantagens encontradas nos países subdesenvolvidos pelas em- presas multinacionais.

 

6. Atualmente, os investimentos das empresas multinacionais estão voltados apenas para o setor secundário nos países subdesenvolvidos. Esta frase está correta? Explique sua resposta.

 

7. Quais as estratégias adotadas pelas multinacionais para enfrentar a concorrência?

 

8. Diferencie os termos abaixo:

a) Cartel

b) Truste

c) Holding.

 

9. Sobre fluxos de capitais, responda.

a) O que são fluxos de capitais produtivos?

b) O que são fluxos de capitais especulativos?

 

10. Analise o mapa e o gráfico e responda às questões.


 


 a) A face da globalização representada no mapa e no gráfico acima, caracteriza-se como algo homogêneo entre os países do mundo? Justifique sua resposta.

b) A Índia apresenta um dos maiores grupos de usuários da internet. Isso significa dizer que a internet é acessível a grande parte da população indiana? Justifique sua resposta. Analise esses dados nos demais países representados.

c) Que contradições existem entre a expressão “aldeia global” original, concebida por Marshall McLuhan, e a realidade da globalização atual? Utilize o exemplo do mapa da página ao lado para compor sua resposta.

 

11. Leia o texto e responda às questões.

 

Quando ouvimos a palavra “Rolls-Royce” imediatamente pensamos num automóvel de luxo feito a mão, com um motorista uniformizado na direção e um casal muito bem vestido no assento traseiro. E se eu dissesse agora que a Rolls-Royce nem sequer fabrica mais automóveis (essa parte da empresa foi vendida em 1972 e a BMW adquiriu a licença para usar a marca em 1998); que a metade da renda da companhia provém de serviços, e que em 1990 todos os seus empregados estavam na Grã-Bretanha e hoje 40% estão baseados fora do Reino Unido, integrados a uma operação global, que se espalha da China a Singapura, à Índia, à Itália, à Espanha, à Alemanha, ao Japão e até à Escandinávia? Há muito tempo chegamos à conclusão de que não podíamos ser simplesmente uma firma britânica - disse-me Sir John Rose, principal executivo da Rolls-Royce numa entrevista. O Reino Unido é um mercado muito pequeno. No final dos anos 80, 60% de nossos negócios eram produtos militares [especialmente motores a jato] e nosso principal cliente era o governo de sua Majestade. Mas precisávamos expandir nossa atuação a um nível mundial, e para isso tínhamos de reconhecer que o maior cliente para qualquer produto nosso seriam os Estados Unidos, e também precisávamos ter êxito em mercados não relacionados a produtos militares. Assim, transformamo-nos em uma firma de tecnologia (especializada em) sistemas de propulsão. Atualmente a competência essencial da Rolls-Royce é a fabricação de turbinas a gás para aviões civis e militares, helicópteros e navios, e para as indústrias de geração de energia a gás ou óleo. Seus clientes estão em 120 países e a companhia emprega cerca de 35 mil pessoas, mas somente 21 mil estão no Reino Unido, sendo o restante parte de uma rede global de funcionários nos setores de pesquisas, serviços e manufaturas.

 

a) Qual é o país de origem da empresa Rolls-Royce? E, de acordo com o texto, quais e quantos são os países em que ela atua?

b) Cite dois exemplos em que o texto evidencia a fragmentação da produção da empresa Rolls-Royce.

c) As razões que levaram a Rolls-Royce à fragmentação de seu processo produtivo foram semelhantes às razões de muitas outras multinacionais. Cite as vantagens obtidas pelas multinacionais com a fragmentação do processo produtivo.

  

GABARITO

 

1. A expansão e a hegemonia do capitalismo no mundo levaram a uma fase marcada por progressos técnicos e científicos e proporcionaram o desenvolvimento das tecnologias da informação, que, aliadas à expansão crescente dos fluxos comerciais proporcionada pelo desenvolvimento de meios de transportes cada vez mais eficientes, criaram as condições necessárias para o avanço da globalização.

 

2. O desenvolvimento científico e tecnológico nos países mais ricos culminou na Terceira Revolução Industrial, atingindo diversas áreas do conhecimento, principalmente as tecnologias da informação. Aliado à expansão dos fluxos comerciais e dos meios de transporte, esse processo permitiu a integração cada vez maior do espaço mundial, proporcionada pela crescente circulação de mercadorias, informações e pessoas e criando as condições necessárias para o avanço da globalização.

 

3. Os avanços tecnológicos dos meios de transporte e de comunicação tornaram os deslocamentos mais rápidos e eficientes, diminuindo o tempo gasto nas viagens, ou seja, tornando possível percorrer longas distâncias em poucas horas. Além disso, as novas tecnologias de telecomunicações acabaram permitindo a troca acelerada e quase instantânea de informações no mundo todo, que, incorporadas ao nosso cotidiano, acabam interferindo na percepção do espaço e do tempo.

 

4. Houve a dispersão da atividade industrial pelo mundo com as multinacionais, que passaram a desenvolver suas atividades em diversos países, sobretudo nos subdesenvolvidos, em razão das inúmeras vantagens e também para conquistar novos mercados.

 

5. Entre as principais vantagens encontradas pelas multinacionais nos países subdesenvolvidos, destacam-se: o baixo custo da mão de obra, a disponibilidade de matérias-primas a baixos Custos, a existência de legislações trabalhistas e ambientais menos rígidas, a presença de grandes mercados consumidores, a liberdade para remeter os lucros às matrizes no país de origem, a concessão de incentivos fiscais, como a redução ou isenção de impostos.

 

6. Não, pois a partir da década de 1970 o processo de expansão das multinacionais entrou em uma fase marcada pela diversificação dos investimentos em outros setores da economia, como o de serviços (bancos, corretoras, financeiras, seguradoras), de comércio atacadista e varejista (redes de lanchonetes, hipermercados, lojas de departamentos), de infraestrutura (geração de energia, construção) e também do setor agropecuário.

 

7. As grandes corporações multinacionais passaram a adotar estratégias como: a informatização; a automação e a robotização do processo produtivo, para ampliar a produtividade e diminuir os custos com mão de obra; a otimização dos processos de produção e a implantação de novos métodos de trabalho para eliminar o desperdício; a melhoria da qualidade dos produtos e ser- viços; os investimentos em propaganda e marketing; a redução dos estoques. Além disso, também passaram a formar os monopólios e oligopólios em suas mais diversas variações.

 

8. a) Cartel: ocorre quando empresas concorrentes fazem acordos para dominar o mercado de determinado produto, eliminam outros concorrentes e aumentam o preço dos produtos para ampliar os seus lucros.

b) Truste: ocorre pela fusão ou incorporação de empresas que atuam em um mesmo setor de atividade e que abrem mão de sua independência legal para se tornar uma única organização, com o intuito de dominar o merca- do de produtos ou serviços em que operam.

c) Holding: tipo de empresa criada com a finalidade exclusiva de controlar e administrar um conglomerado de empresas, chamadas subsidiárias, que pertencem a um determinado grupo econômico.

 

9. a) São investimentos que se instalam no território de determinado país visando lucros com a prestação de serviços e outras atividades produtivas.

b) São investimentos que buscam apenas a obtenção de vantagens a curto prazo, em razão de determinadas oportunidades oferecidas pelo mercado, como ocorre com o dinheiro do exterior que entra na bolsa de valores.

 

10. a) Não, pois o número de usuários e a porcentagem da população que utiliza a internet são maiores nos países desenvolvidos, o que evidencia as disparidades de acesso à rede entre os países.

b) Na Índia, embora o número de usuários da internet seja significativo, a porcentagem da população que a utiliza é baixa, aproximada- mente 18%, lembrando que esse é o segundo país mais populoso do mundo. No Reino Unido, por exemplo, aproximadamente 92% de sua população utiliza a internet, o que de- monstra a disponibilidade e disseminação desse serviço no país.

c) A contradição se deve ao fato de o termo al- deia global original se referir a uma população mundial interligada e participativa, o que na realidade não existe, pois uma imensa parcela dessa população, sobretudo aquela que vive nas regiões mais pobres do globo, encontra-se totalmente excluída dos benefícios tecno- lógicos trazidos pela globalização. Com base no mapa, observa-se a disparidade da porcentagem da população que utiliza a internet entre Índia, Indonésia e Reino Unido, por exemplo. Logo, verifica-se também a diferença da porcentagem de usuários de internet entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos.

 

11. a) A Rolls-Royce tem origem britânica, mas deixou de fabricar na Inglaterra após a sua venda, em 1972.

Atualmente suas atividades são desenvolvidas na China, Singapura, Índia, Itália, Espanha, Alemanha, Japão e Escandinávia.

b) A companhia emprega cerca de 35 mil pessoas, mas somente 21 mil estão no Reino Unido. Metade da renda da Rolls-Royce provém de negócios fora do Reino Unido.

c) Entre as vantagens estão: a diminuição dos custos operacionais de produção, a ampliação dos lucros e o direcionamento de parcelas específicas de suas atividades produtivas para os lugares do mundo em que as condições econômicas são mais vantajosas.

 


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Atividade 21 de Geografia - Ensino Médio - Capitalismo e Espaço Geográfico

 

ENSINO MÉDIO

ATIVIDADE 21

Objeto de Aprendizagem: Capitalismo e Espaço Geográfico

 

Objetivos:

• Identificar e diferenciar as fases do capitalismo. 

• Identificar as principais características do modo de produção que dominou cada fase do capitalismo. 

• Relacionar as fases do capitalismo e as características da divisão internacional do trabalho (DIT) em cada uma delas. 

• Compreender o que foi a Primeira, a Segunda e a Terceira Revolução Industrial.


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1. A substituição do modo de produção feudal pela economia capitalista ocorreu de maneira desigual no tempo e no espaço. Explique essa afirmação.

 

2. Que fatores contribuíram para o surgimento do capitalismo comercial?

 

3. Quais foram as consequências da relação estabelecida entre o Estado absolutista e a classe burguesa no capitalismo comercial?

 

4. Até hoje a Revolução Industrial é considerada um marco histórico do modo de produção capitalista. Quais alterações provocadas no modo de produção justificam esta afirmação?

 

5. Quais os princípios do liberalismo para o funcionamento do sistema econômico? Qual papel o Estado desempenha nesse sistema?

 

6. Descreva as principais características do:

a) taylorismo;

b) fordismo

c) toyotismo.

 

7. Cite os fatores que contribuíram para o surgimento do capitalismo monopolista.

 

8. Quais foram as intervenções proposta por Keynes para solucionar a crise de 1929?

 

9. Caracterize o capitalismo informacional.

  

10. Quais são os princípios do neoliberalismo? Como a política neoliberal teve início no Brasil?

 

11. Leia o texto a seguir e responda às questões.

 

A era dos impérios (1875-1914)

 

O desenvolvimento tecnológico agora dependia de matérias-primas que, devido ao clima ou ao acaso geológico, seriam encontradas exclusiva ou profusamente em lugares remotos. As minas eram os principais pioneiros da abertura do mundo ao imperialismo, muito eficazes nesse papel, porque os lucros eram suficientemente excepcionais para justificar também a construção de ramais de ferrovias. Independente das exigências de uma nova tecnologia, o crescimento do consumo de massa nos países metropolitanos gerou um mercado em rápida expansão para os produtos alimentícios. Em volume absoluto, ele era dominado pelos produtos produzidos de modo barato e em grandes quantidades em várias zonas de povoamento europeu — América do Sul e do Norte, Rússia e Australásia. Os britânicos, que haviam consumido 700 gramas de chá per capita nos anos 1840 e 1,5 kg nos anos 1860, estavam consumindo 2,6 kg nos anos 1890, mas isso representava uma média anual de importação de 102 mil toneladas, contra menos de 45 mil toneladas nos anos 1860 e cerca de 18 nos anos 1840. Enquanto os britânicos abandonavam as poucas xícaras de café que bebiam, para encher seus bules com chá da Índia e do Ceilão (Sri Lanka), os americanos e alemães importavam café em quantidades cada vez mais espetaculares, notadamente da América Latina. No início dos anos 1900, as famílias de Nova lorque consumiam meio quilo de café por semana. Os fabricantes Quaker de bebidas e chocolate da Inglaterra, felizes por distribuir bebidas não alcoólicas, obtinham sua matéria-prima na África Ocidental e na América do Sul. Os astutos homens de negócios de Boston, que fundaram a United Fruit Company em 1886, criaram impérios privados no Caribe para fornecer à América a antes insignificante banana. Os fabricantes de sabão, explorando o primeiro mercado a demonstrar cabalmente a potencialidade da nova indústria publicitária, se voltaram para os óleos vegetais da África. As plantations, as grandes propriedades rurais e as fazendas eram o segundo pilar das economias imperiais. |..] transformaram o resto do mundo, na medida em que o tornaram um complexo de territórios coloniais e semicoloniais que crescentemente evoluíram em produtores especializados de um ou dois produtos primários de exportação para o mercado mundial, de cujos caprichos eram totalmente dependentes. A Malaia cada vez mais significa borracha e estanho; o Brasil, café; o Chile, nitratos; o Uruguai, carne; Cuba, açúcar e charutos. Na verdade, à exceção dos EUA, mesmo as colônias de povoamento branco fracassaram em sua industrialização (nesta etapa), porque também ficaram presas na gaiola da especialização internacional. Elas podiam tornar-se extraordinariamente prósperas, mesmo para padrões europeus, sobretudo quando seus habitantes eram imigrantes europeus [..] Mas o fizeram como complementos da economia industrial europeia (isto é, essencialmente britânica) e, portanto, para eles - ou, em todo Caso, para os interesses vinculados à exportação de produtos primários - não era negócio se industrializar. Não que as metrópoles fossem receber de braços abertos sua industrialização. Qualquer que fosse a retórica oficial, a função das colônias e das dependências informais era completar as economias metropolitanas e não fazer-lhes concorrência. 1..] antes de 1914 os termos de troca pareciam evoluir a favor dos fornecedores de produtos primários. Entretanto, a importância econômica crescente dessas áreas para a economia mundial não explica por que, entre outras coisas, os principais estados industriais deveriam ter se precipitado em dividir o planeta em colônias e esferas de influência. [...] Um motivo geral mais convincente para a expansão colonial foi a procura de mercados. O fato de esta muitas vezes fracassar é irrelevante. [...] Mas o ponto crucial da situação econômica global foi que um certo número de economias desenvolvidas sentiu simultaneamente a necessidade de novos mercados. Quando sua força era suficiente, seu ideal eram “portas abertas” nos mercados do mundo subdesenvolvido; caso contrário, elas tinham a esperança de conseguir para si territórios que, em virtude da sua dominação, garantissem à economia nacional uma posição monopolista ou ao menos uma vantagem substancial. A consequência lógica foi a repartição das partes não ocupadas do Terceiro Mundo. [...] Neste sentido, o “novo imperialismo” foi o subproduto natural de uma economia internacional baseada na rivalidade entre várias economias industriais concorrentes, intensificada pela pressão econômica dos anos 1880.

 

IHOBSEANWM, Enc. A era dos impérios (1875-1914) Tradução Sent Maria Campos: Yolanda Stedel de Toledo. 10. ed. São Pado: Par eTera 2006 p. 96:10

 

a) O texto relata duas das importantes razões da expansão imperialista. Quais são elas?

b) De acordo com o texto, quais foram as nações imperialistas e quais foram as áreas de expansão do imperialismo?

c) Segundo as descrições do texto, as nações citadas possuem diferentes papéis na DIT da época. Caracterize-a.

 

 

GABARITO

 

1. A transição da substituição do modo de produção feudal para o capitalista não ocorreu no mesmo. momento histórico e igualmente entre os países. Na Europa, essa transição se deu primeiramente na parte ocidental, por volta do final do século XII, quando houve o início do declínio do feudalismo. Já na parte central e leste do continente, esse declínio foi mais lento, resistindo em certas regiões, como na Rússia, até o início do século XX.

 

2. Os principais eventos foram as Grandes Navegações e o comércio nos burgos. As viagens ultramarinas das potências europeias visavam descobrir novas terras e estabelecer colônias, com o objetivo de garantir o abastecimento de produtos e matérias-primas, muito valorizadas no comércio europeu. Esse comércio era feito nos burgos, que prosperaram e se transformaram em grandes centros comerciais.

 

3. A aliança estabelecida entre o Estado absolutista e a burguesia culminou na busca de riquezas dentro e fora do território europeu, ou seja, nas colônias além-mar. Isso levou nações europeias a expandirem seus domínios territoriais, fundando Colônias de exploração nas regiões conquistadas.

 

4. O advento da Revolução Industrial promoveu a substituição da produção artesanal de pequena escala pela produção em larga escala, uma vez que as máquinas movidas pelo vapor da queima de carvão mineral possibilitaram o aumento da produção das fábricas, ampliando os lucros apropriados pelos capitalistas, que detinham a posse dos meios de produção. Assim, o capita- lismo industrial estabeleceu a relação de trabalho assalariada, em que o trabalhador vende a sua força de trabalho aos donos dos meios de produção em troca de um salário, uma remuneração para garantir a aquisição dos bens necessários à sua sobrevivência.

 

5. Para o liberalismo, a livre concorrência, por exemplo, tenderia a equilibrar os preços por meio da lei da oferta e da procura, enfatizando a iniciativa econômica, a liberdade de mercado e a livre circulação da riqueza. Os liberais opunham-se o intervencionismo do Estado, colocado em prática pelas políticas mercantilistas que predominaram na fase do capitalismo comercial. Assim, segundo o liberalismo, as funções do Estado deveriam ficar restritas à esfera administrativa, (de modo a zelar pela manutenção da ordem e pela segurança, como forma de garantir as condições para o pleno funcionamento do sistema econômico.

 

6. a) Organização do processo fabril de maneira mais racional e eficiente, na qual se defendia à necessidade da divisão do trabalho industrial em um conjunto de etapas simples e mecânicas. Elas deveriam ser executadas por vários trabalhadores, organizados em série, e (cada indivíduo seria responsável por apenas uma dessas etapas. Muitas vezes, o trabalho consistia em movimentos repetitivos e exaustivos aos trabalhadores.

b) Aplicado na indústria de automóveis Ford, na qual houve a introdução da chamada linha de montagem. Nesse sistema, o produto era deslocado até os trabalhadores por uma esteira mecânica, e cabia a cada trabalhador uma tarefa em sua montagem. Isso permitiu o aumento da produtividade: antes a montagem de um automóvel levava aproximadamente 13 horas; com o fordismo, a mesma montagem passou a ser realizada em 6 horas.

c) Caracteriza-se por uma estrutura enxuta e flexível, apoiada na massiva informatização e robotização e na qualidade da produção, visando reduzir desperdícios. A interferência humana é cada vez menor no processo fabril, representada pela reduzida mão de obra de qualificação multifuncional e pela terceirização de parte dos serviços industriais. O processo produtivo é realizado de acordo com a demanda, não havendo estoques de matéria-prima ou de produtos finalizados, pois a de- manda é que regula a produção industrial.

 

7. Os principais fatores foram a formação de gigantescos impérios industriais e comerciais, assim (como a constituição de grandes bancos, corre- toras de valores e outras instituições financeiras, que se tornaram responsáveis pelo desenvolvimento da economia. Essas instituições passaram a atuar como grandes agentes financiado- res da produção, iniciando um intenso processo de concentração do capital, formando monopólos e oligopólios. Com a união estabelecida entre o capita! industrial e com o capital bancário, também chamado financeiro, e o mercado dominado cada vez mais pelo surgimento de grandes corporações, a economia industrial capitalista ingressou em uma nova fase, a do capitalismo financeiro-monopolista. 8. As propostas de Keynes, conhecidas como teoria econômica do keynesianismo, defendiam maior intervenção econômica do Estado para promover a retomada do crescimento e do emprego. Para Isso, propunham grandes Investimentos do Estado para o fortalecimento do consumo por meio de melhor distribuição de renda.

 

9. O capitalismo informacional caracteriza-se pela chamada Revolução Técnico-científica ou RevoIução Tecnológica, calcada no desenvolvimento das mais avançadas e complexas tecnologias da informação. O período informacional levou ao surgimento de uma nova economia global, caracterizada pela intensificação dos fluxos de in- formações, capitais e mercadorias que circulam pelo espaço mundial. Essa fase do capitalismo acentuou o processo de globalização.

 

10. Segundo os princípios do neoliberalismo, deveria haver a gradativa diminuição da participação (do Estado na economia, que ocorreria por meio do (controle da carga tributária, da privatização de empresas estatais, entre outros. Assim, caberia (80 Estado apenas disciplinar a economia, promovendo o controle da inflação e incentivando 106 investimentos privados. No Brasil, a política neoliberal foi adotada na década de 1990, na (qual muitas das grandes empresas estatais estratégicas do nosso país foram privatizadas.

 

11. a) As principais razões foram a lucrativa atividade mineradora, que incentivou a construção de ferrovias, e o aumento do consumo dos produtos alimentícios nas metrópoles, produzidos de modo barato e em grandes quantidades nas colônias de povoamento europeias.

b) As nações imperialistas foram as europeias, como a Alemanha e a Inglaterra, e as áreas de expansão do imperialismo foram a América Latina, o sul da Ásia (Índia, Ceilão, atual Sri Lanka) e a África.

c) As colônias tornaram-se produtoras especializadas em determinados produtos para a exportação, como a Malásia com a borracha e o estanho, o Brasil com o café, o Chile com os nitratos, o Uruguai com a carne e Cuba com o açúcar e os charutos. As nações euro- peias que já haviam se industrializado forneciam produtos manufaturados.

d) Resposta pessoal. Oriente os alunos a refletirem sobre a questão da falta de interesse dos colonizadores na industrialização das colônias, já que elas complementavam a economia da metrópole, fornecendo matérias-primas sem concorrer com seus produtos.

 


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terça-feira, 15 de julho de 2025

MAPAS MENTAIS DE GEOGRAFIA

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terça-feira, 1 de julho de 2025

RAIO X DO ENEM 2025 - O QUE MAIS CAIU NAS PROVAS

🎯 Os Conteúdos que Mais Caíram no ENEM nos Últimos Anos: Onde Focar seus Estudos
 
Se você está se preparando para o ENEM, sabe que o volume de conteúdo pode ser assustador. Mas a boa notícia é que, com base em análises dos exames anteriores, é possível identificar os temas que mais aparecem e, assim, estudar de forma mais estratégica. A seguir, veja os assuntos mais recorrentes por área do conhecimento:



📚 Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
- Gramática e Interpretação de Texto são campeãs de incidência, com destaque para:
  - Variações linguísticas
  - Gêneros textuais
  - Funções da linguagem

- Em Literatura, predominam:
  - Teoria literária
  - Literatura brasileira
- Nas línguas estrangeiras (Inglês e Espanhol), o foco é interpretação de textos.
 
🌍 Ciências Humanas e suas Tecnologias
  - História:
  - História do Brasil (Colônia, Império, República)
  - Era Vargas e Ditadura Militar
  - História Contemporânea mundial

- Geografia:
  - Questões ambientais e geopolítica
  - Urbanização e industrialização

- Filosofia e Sociologia:
  - Pensadores clássicos e contemporâneos
  - Temas sociais como cidadania, ética e cultura.
 
- História:
  - História do Brasil (Colônia, Império, República)
  - Era Vargas e Ditadura Militar
  - História Contemporânea mundial

- Geografia:
  - Questões ambientais e geopolítica
  - Urbanização e industrialização
- Filosofia e Sociologia:
  - Pensadores clássicos e contemporâneos
  - Temas sociais como cidadania, ética e cultura.

 🔬 Ciências da Natureza e suas Tecnologias
- Biologia:
  - Ecologia
  - Genética
  - Fisiologia humana

- Química:
  - Química orgânica
  - Transformações químicas e estequiometria

- Física:
  - Mecânica (cinemática e dinâmica)
  - Eletricidade e óptica.
 
- Biologia:
  - Ecologia
  - Genética
  - Fisiologia humana

- Química:
  - Química orgânica
  - Transformações químicas e estequiometria

- Física:
  - Mecânica (cinemática e dinâmica)
  - Eletricidade e óptica.

 ➗ Matemática e suas Tecnologias
- O conteúdo mais cobrado é Matemática básica, com destaque para:
  - Razão, proporção e porcentagem
  - Análise combinatória e probabilidade
  - Funções e estatística.
- O conteúdo mais cobrado é Matemática básica, com destaque para:
  - Razão, proporção e porcentagem
  - Análise combinatória e probabilidade
  - Funções e estatística.

💡 Dica final: além de dominar esses conteúdos, é essencial praticar com provas anteriores e simulados. O ENEM valoriza a interpretação e a aplicação prática do conhecimento, então treinar a leitura atenta e o raciocínio lógico é tão importante quanto decorar fórmulas.

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